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Lixo da feira espalha-se pelas ruas

Ter, 28/08/2007 - 10:30


Lixo e mais lixo. Este é o cenário que envolve o local da feira de Bragança, após a partida dos feirantes. A situação agrava-se nos dias de vento, com o lixo a ser empurrado até às imediações do Fórum Theatrum, da Escola EB2,3 Augusto Moreno E Abade de Baçal.

Apesar da CESPA proceder à recolha dos sacos e caixotes cheios de lixo deixados pelos comerciantes, poucas horas depois da feira, há uma grande quantidade de sacos e papéis que acabam por ficar espalhados pelas ruas.
Na passada terça-feira, o Jornal NORDESTE falou com alguns feirantes que reconhecem que há sempre plásticos que ficam soltos, mas realçaram que a recolha do lixo na feira de Bragança tem funcionado bem.
“Nalguns sítios dão sacos para fazermos a reciclagem, como é o caso de Macedo de Cavaleiros. Mas há locais onde a recolha do lixo ainda funciona pior do que aqui”, afirmou Jorge Branquinho, um dos feirantes.
A maioria dos tendeiros afirma que tem cuidado com o lixo, mas também reconhece que nem toda a gente se preocupa em deixar limpo o lugar ocupado durante a feira. “Em dias de vento vê-se muito saco e papel pelo ar, mas isso é porque há feirantes que deitam os sacos ao chão e eles acabam por circular”, lamenta o comerciante.

Fiscalização da limpeza do espaço da feira não é tarefa fácil para a autarquia

Perante este cenário, o vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança, Rui Caseiro, afirma que é preciso aumentar a fiscalização, para que cada feirante deixe o espaço que ocupou tal como o encontrou. “Cada um é responsável pelo seu lixo. Há contentores espalhados por aquela zona, mas para que as coisas funcionassem bem, cada um devia colocar o lixo no local próprio e devidamente acondicionado ”, acrescentou o autarca.
Para Rui Caseiro, a reciclagem dos plásticos e papéis era o ideal, mas, para já, a próxima meta passa pela sensibilização dos feirantes, para que coloquem o lixo nos contentores.
“Até agora não aplicamos multas. A sanção para quem não limpa é perder o lugar”, explicou o responsável.
Mesmo assim, o autarca reconhece que é uma situação difícil de controlar, visto que durante o negócio há sempre plásticos que acabam por ser deitados ao chão, até pelos próprios clientes.
Em relação à distribuição de sacos de lixo aos comerciantes, Rui Caseiro afirma que a Câmara de Bragança já experimentou esta solução que acabou por não dar resultado. “Ao nível da recolha do lixo temos vindo a melhor. Agora temos que reforçar a fiscalização e sensibilizar os feirantes para respeitarem os outros, porque a limpeza do local é paga por todos nós”, concluiu o responsável.