Ter, 07/08/2007 - 11:32
“Num roteiro não basta criar pontos soltos. Primeiro é preciso sinalizar os sítios e recolher toda a informação histórica sobre os locais, posteriormente é preciso valorizá-los e criar núcleos organizados”, acrescentou o responsável.
O roteiro será, ainda, complementado com a criação de espaços museológicos, como por exemplo o Museu do Careto, em Torre D. Chama, onde esta tradição carnavalesca remonta a tempos longínquos.
Mirandela, Torre D. Chama, Vale de Telhas, Abreiro e a Serra de Passos vão estar no centro do roteiro turístico
Apesar do itinerário pela história do concelho ainda não estar traçado, Isidro Gomes fala em centros com potencial para serem visitados, como por exemplo Mirandela, Torre D. Chama, Vale de Telhas, Abreiro e a Serra de Passos. A partir daqui pretende-se criar roteiros intermédios, para que os turistas não passem ao lado da identidade do concelho.
“Vamos partir de grandes conjuntos, porque tem que haver uma sintonia entre o local e o espaço envolvente. Não vale a pena apostarmos em coisas isoladas e esquecer o espaço onde as pessoas vivem”, frisou o arqueólogo.
Em Torre D. Chama, Isidro Gomes realça a ponte da pedra e o castro de S. Brás, onde esta povoação nasceu há cerca de 300 anos, ambos os locais com um forte valor histórico.
A presença romana também está patente nesta freguesia, onde ainda se encontram vestígios da VII Via Augusta.
Na óptica do responsável, a cultura também é uma forma de dinamizar a economia da região, visto que a promoção do roteiro, integrado numa rede museológico, é um instrumento para cativar turistas e levá-los a permanecer no concelho, durante mais tempo.
Este projecto está a ser financiado pelo Programa Operacional da Cultura, estando prevista, para breve, a fase da valorização do património e dos locais. Por isso, o arqueólogo afirma que ainda é prematuro avançar com uma data para o funcionamento do roteiro em pleno, uma vez que se trata de um processo gradual.



