Ter, 07/08/2007 - 10:29
O septuagenário caiu de uma cama do serviço de Medicina, onde estava internado devido a uma doença grave no sangue. O idoso foi encontrado no chão da enfermaria, nas instalações da antiga Clínica Psiquiátrica, às sete horas, não se sabendo, contudo, a hora da queda.
“A cama não tinha travões nas rodas. Estava encostada à parede, mas o meu pai ao virar-se terá caído”, afirmou o filho da vítima, José Rodrigues.
A par da negligência dos profissionais daquele serviço, os familiares também não se conformam com as condições “indignas” em que se encontrava o utente. “A enfermaria funciona numa espécie de anexo e o material está velho, não oferecendo segurança”, acrescenta José Rodrigues.
Utente esperou mais de 12 horas para realizar um TAC, após cair da cama. Acabou por falecer
Dado que a queda lhe provocou graves lesões em todo o corpo, principalmente na cabeça, o médico que o assistiu prescreveu exames para avaliar se havia fracturas. No entanto, o utente esteve todo o dia à espera de ser submetido a um TAC, visto que o exame só se realizou por volta das 19:30 horas. Ou seja, mais de 12 horas após ter sido encontrado no chão da enfermaria.
José Rodrigues acredita que a queda terá contribuído para a morte do pai. “Estava fragilizado com a doença, mas ainda falava perfeitamente. Aparentemente estava bem”, sustenta o filho da vítima.
Em declarações ao JN, o director Clínico do CHNE, Sampaio da Veiga, afirmou que “o Centro Hospitalar vai realizar um inquérito para apurar as circunstâncias em que o doente caiu e qual o motivo pelo qual esteve tantas horas à espera de realizar o TAC”.
Em relação às condições em que funciona o serviço de Medicina, o responsável “admite que não são as ideais” e justifica a situação com o facto do hospital estar em obras.



