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Bragança pode vir a ser Eco - Cidade

Ter, 17/07/2007 - 09:45


Cerca de 18 milhões de euros podem vir a ser canalizados para a criação de Centro de Inovação e de um Ecoparque em Bragança.

Esta possibilidade foi dada a conhecer durante a apresentação do estudo final sobre estes dois equipamentos, que decorreu na passada quinta-feira, no auditório Paulo Quintela, em Bragança.
O Centro de Inovação, caso seja instalado na capital de distrito, vai prestar serviços às empresas e autarquias da região no que diz respeito a projectos que tenham em conta a ciência e tecnologia. Esta infra-estrutura deverá, também, acolher empresas numa fase inicial do seu desenvolvimento, evitando o seu desaparecimento prematuro. Trata-se de um projecto que orça em cerca de três milhões de euros, numa fase inicial.
“Focámos as características e objectivos deste Centro de Inovação e de que modo pode servir a região nas áreas da ciência e tecnologia”, explicou Augusto Medina, presidente da Sociedade Portuguesa de Inovação, a empresa que efectuou o estudo.
O levantamento de dados, encomendado pela Câmara Municipal de Bragança (CMB), debruçou-se, ainda, sobre a viabilidade de instalação de uma área empresarial na capital de distrito que representa um investimento na ordem dos 12 a 15 milhões de euros. “Vai ter serviços de apoio definidos e regras quanto ao tipo de empresas que poderá acolher”, referiu o responsável.

Parceria com o Instituto Politécnico de Bragança é essencial para a implementação dos dois projectos

Para Augusto Medina, a criação do Centro de Inovação terá que contar com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), uma vez que é um projecto que necessita de uma base forte de ciência e tecnologia que poderá ser encontrada naquela instituição. “O Centro precisa do IPB, mas também poderá ajudar à estratégia futura de desenvolvimento do próprio IPB”, justificou o responsável.
A partir do estudo efectuado, foi definido o conceito de Ecocidade em Bragança, sendo que as áreas prioritárias estão relacionadas com o ambiente e energia no que diz respeito às boas práticas. “A partir desta ideia podemos ter actividades de investigação aplicadas a este conceito ou às indústrias”, sublinhou Augusto Medina.
Já para o presidente da CMB, Jorge Nunes, a possibilidade da criação dos dois equipamentos em Bragança prende-se com a aposta do município “na economia com inovação e na captação de empresas tecnológicas para garantir emprego qualificado”, adiantou o edil.
Deste modo, a partir do conceito do Centro de Inovação e do Ecoparque, o autarca pretende aplicar o conceito Eco a toda a actividade económica da região. ”Queremos criar uma plataforma de interface entre o conhecimento científico e a actividade empresarial que permita à economia qualificar-se, gerar emprego qualificado e oportunidades empresariais”, referiu.
Quanto à instalação do Ecoparque, Jorge Nunes pretende criar uma rede com outros parques industriais do País, de modo a “a partilhar oportunidades de negócios que possam, também, dar a conhecer os seus produtos”, explicou.
Segundo Augusto Medina, estes projectos só estarão criados dentro de alguns anos, uma vez que só a fase de pré-instalação deverá demorar cerca de 12 meses. Depois seguem-se as etapas de instalação e desenvolvimento do projecto.