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Moncorvo sem medo

Ter, 10/07/2007 - 10:45


Antes do início da competição, Moncorvo e Cachão dividiam as apostas dos adeptos do desporto nordestino. As vitórias iam caindo com naturalidade para as duas hostes e o público esperava ansiosamente o embate entre as duas novas potências. No complexo desportivo do Cachão, os locais foram mais fortes, isolando-se no topo da tabela classificativa. A partir deste encontro, Sílvio Carvalho deu o lugar ao seu filho, também ele com o mesmo nome.

“Conhecendo o regional como o conhecia, estava confiante no êxito, pois sabia que se o trabalho fosse realizado com empenho, disciplina e responsabilidade seríamos campeões, apesar de não estar presente na maioria dos treinos, pois estou a concluir o curso de Ciências do Desporto no Instituto Politécnico de Bragança”, explica o treinador.
Nas batalhas que se seguiram, o Cachão empatou com os seus congéneres de Mirandela, alimentando o sonho dos moncorvenses. Chegados à penúltima ronda, os dois clubes estavam separados por 1 ponto e procuravam arrumar de vez o título no “duelo titânico” da jornada.
O Estádio José Aires encheu para assistir a este emocionante desafio. Perante um Cachão algo desfalcado, depois dos castigos aplicados pela AF Bragança relativamente ao jogo com o Mãe D’ Água, o Moncorvo dominou como quis, transparecendo serenidade e clarividência em todos os momentos de jogo. A vitória surgiu com naturalidade, atirando os heróis moncorvenses para a festa do título.
Numa equipa constituída por 16 jogadores, somente 6 eram juniores, sendo o resto juvenis. “Quando fizemos o Nacional de Juniores, o plantel era quase todo juvenil de 1.º ano”, enfatiza Sílvio Carvalho.

Atletas espreitam um lugar no plantel sénior

Apesar do jogo colectivo da equipa ser a alma da conquista, há que referir uma mão cheia de jogadores que se destacaram ao longo da época. O capitão Luís Alves foi o exemplo de regularidade, espelhando sempre a mística do clube, com raça e talento a tempo inteiro. Quem já não ouviu falar dos gémeos Borges? Pedro e Zé fizeram um campeonato soberbo. De resto, não se poderia esperar outra coisa. Uma das grandes surpresas foi Sérgio, apesar de ser juvenil de 1.º ano. Nas costas do ponta-de-lança, injectou alegria, deu verticalidade ao ataque e o espaço entre o meio-campo e os avançados passou a ser mais reduzido. Fora isso, marcou 10 golos!
No capítulo da finalização, esteve um André em grande plano. Apesar de não treinar regularmente, o avançado foi um dos melhores marcadores, com 11 tentos, à semelhança de épocas anteriores. Já Tiago foi o avançado com maior destaque e a chamada para as fileiras principais é uma justa recompensa pelo trabalho desenvolvido.
No entanto, uma equipa constrói-se trás para a frente e o expoente máximo está no guardião Carlitos, que, muito provavelmente, entrará, este ano, na formação sénior.
Mota, outro juvenil de 1.º ano, surpreendeu tudo e todos pelo corredor direito. Eis um lateral moderno que gosta de ser médio.
O central Mário Martins foi um gigante na defesa moncorvense, com acções decisivas no apoio ao ataque. Por isso, vai fazer a pré-época com o escalão principal.
Para o futuro, esta equipa campeã não vai entrar no Nacional e a hipótese de criar um Moncorvo “B” também está descartada. Assim, “os juniores” vão participar novamente no distrital, deixando caminho aberto ao Cachão para rumar ao Nacional e defender as cores nordestinas.