Ter, 10/07/2007 - 10:18
Para o responsável, deveria apostar-se no turismo sustentável na linha do Tua, a partir dos recursos já existentes, sem ser necessário recorrer à criação de novas infra-estruturas. “O comboio é o meio de transporte mais racional, uma vez que permite uma aproveitamento da paisagem envolvente do Vale do Tua”, sublinhou João Lopes.
Com a ameaça da barragem do Tua a pairar sobre a linha, as localidades do interior poderão ficar, ainda, mais afastadas do resto do País e mais desertificadas. “Sem o comboio, como se espera que novas pessoas cheguem e visitem as aldeias importantes do interior?”, questionou o membro do Byketour.
A iniciativa Ecotopia contou, ainda, com a adesão do administrador delegado do Metro de Mirandela, José Oliveira, que defendeu que a linha do Tua pode ser considerada património natural. “Tem mais de 100 anos, pelo que passou a fazer parte da natureza e devemos defendê-la, evitando a sangria da região”, referiu o responsável.
Para José Oliveira, além das entidades públicas, também as aldeias deveriam criar estruturas “para aproveitarem as potencialidades da linha”.
Os participantes do Byketour, que arrancaram em Junho em Barcelona (Espanha), vão acampar, em Agosto, em Aljezur, no Algarve, onde cerca de 500 pessoas vão debater as assimetrias entre as regiões urbanas e as desertificadas.
No périplo por Trás-os-Montes, a comitiva passou também pelo Santuário de Santo Antão da Barca, Alfândega da Fé e Vila Flor.



