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A Assembleia que não foi

Ter, 03/07/2007 - 11:05


O Grupo Desportivo de Bragança passa por uma das piores crises de sempre a nível directivo. O auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança serviu para reunir um grupo de sócios, 36 no total, que mostram quase sempre o interesse pelo clube. Zé Adriano presidiu a esta conversa no seu último dia como dirigente, pois demitiu-se e mostrou total desagrado pela falta de elementos da Mesa da Assembleia-Geral. Desta forma, a Assembleia-Geral, que tinha como propósito eleger uma direcção para o clube, não passou de uma pequena conversa de amigos entre gente interessada no Desportivo. Assim, Zé Adriano confidenciou aos sócios que há mais de 38 mil euros a pagar às Finanças e que o clube só teve conhecimento depois de o processo entrar em execução.

Até novas eleições, que não puderam ser marcadas devida à falta dos responsáveis da Mesa da Assembleia-Geral, a Comissão Administrativa continua a liderar os destinos do clube, mas sem José Adriano.
O líder demissionário revelou que a Comissão Administrativa entregou um plano de saneamento financeiro à Câmara Municipal de Bragança (CMB) e que aguarda uma resposta positiva da autarquia para assim reduzir o passivo de 220 mil euros e construir a nova época desportiva, pois os outros clubes da região já estão com a estação desportiva projectada.

Equipa amadora vai implicar electrificação do Estádio Municipal, para os atletas poderem treinar à noite

Na óptica de Zé Adriano, “a Câmara Municipal de Bragança deverá ajudar o clube, mas só na condição do GDB continuar a apostar na formação”. Ainda sobre o plano entregue à CMB, o dirigente demissionário referiu que o acordo prevê mudanças radicais na estrutura e filosofia do clube, a começar no futuro amadorismo na equipa sénior, o que vai implicar a electrificação do Estádio Municipal, para os atletas poderem treinar à noite.
No entanto, o Jornal Nordeste apurou, são poucos os jogadores interessados no regime não profissional ou semi – profissional.
Esta pode ser, em termos directivos, a maior crise da vida do Grupo Desportivo de Bragança (GDB). Os problemas económico-financeiros não se conseguem disfarçar e a 3.ª Divisão Nacional Série A está aí à porta.
O Jornal Nordeste conseguiu, também, apurar que a Assembleia poderia ter sido realizada, pois, de acordo com os estatutos, não é obrigatório estarem presentes outros membros que não os responsáveis pelo clube. Essa fonte adiantou, ainda, que a crise canarinha é grande e que ninguém quer comprometer-se com o Bragança.