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Combate à droga: a luta continua

Ter, 03/07/2007 - 10:33


O director do Centro de Atendimento de Toxicodependentes (CAT) de Bragança, Fernando Andrade, reconhece que a taxa de sucesso no tratamento de toxicodependentes é tão reduzida no distrito como em todo o mundo. O responsável falava no Dia Mundial Contra a Droga, que foi assinalado na passada terça-feira. Naquela data comemorativa, o CAT promoveu um conjunto de actividades para sensibilizar e levar a população à reflexão sobre um problema que atinge a sociedade em geral, sem distinguir classes ou faixas etárias. “Sempre que conseguimos um êxito é óptimo, porque é o recuperar de uma vida humana”, sublinhou o médico.

Deste modo, a sensibilização é uma das apostas daquele organismo para prevenir e combater a toxicodependência. “As pessoas preferem ignorar este problema, mas não devemos ter medo das coisas, devemos, sim, enfrentá-las”, defendeu Fernando Andrade.
O CAT acolhe, actualmente, cerca de 1300 utentes, maioritariamente jovens, sendo que o estupefaciente mais consumido entre eles é a heroína, seguida da cocaína. “É lamentável que as pessoas tenham que recorrer às drogas para ficarem desinibidas”, assevera o responsável.

Responsável do CAT refere que a taxa de toxicodependência no distrito é semelhante à nacional

Os concelhos mais afectados por este flagelo são os maiores e mais populosos, como Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros, sendo que a média de toxicodependentes aproxima-se da taxa nacional. “Não estamos muito diferentes do resto do País e os níveis de consumo são muito elevados”, informou o director do CAT.
Na data comemorativa, o CAT realizou, ainda, um workshop subordinado ao tema “Métodos e estratégias de prevenção comunitária”, que contou com a presença de representantes de diversas entidades e instituições da região.
O resto do dia foi ocupado com actividades desportivas e exibição de filmes alusivos à temática. “Queremos demonstrar que há um conjunto de iniciativas lúdicas que se podem desenvolver e que mostram o lado bom e agradável da vida”, explicou Fernando Andrade.