Ter, 26/06/2007 - 10:24
Na passada quinta-feira, os finalistas dos dois estabelecimentos de ensino tiveram direito a uma festa de “despedida”, quase à semelhança do que acontece com os estudantes do ensino superior. A cerimónia foi, assim, pensada e concretizada ao pormenor, havendo, mesmo, espaço para a queima das fitas, cartolas e bengalas de finalistas.
A iniciativa que, segundo a docente do quarto ano do Ensino Básico, Emília Alves, “tem uma carga emotiva muito grande, pois os alunos sentem-se grandes e ficam contentes”.
Alunos, docentes e profissionais aproveitaram a cerimónia e prestaram, também, homenagem à docente Maria Alves, que se reformou em Maio. “Fiquei muito emocionada com a surpresa e fui finalista juntamente com as crianças”, relatou a professora.
Autarca defende que futuro dos meios rurais passa pela aposta de fixação de pessoas
Com cerca de 35 crianças a frequentar o jardim-de-infância e o 1º ciclo, Salsas pretende apostar na fixação de pessoas no meio rural, de modo a garantir a continuidade da escola. “O facto de termos tantos estudantes aqui é um sinal positivo, mas, se não houver população aqui, não poderemos continuar a ter crianças”, lamenta o presidente da Junta de Freguesia de Salsas (JFS), Filipe Caldas.
Recorde-se que a localidade recebeu no último ano muitos alunos de outras aldeias fruto da reorganização da rede escolar. “Esta mudança foi muito positiva, pois algumas crianças brincavam sozinhas. A única desvantagem são as viagens diárias”, sublinhou Maria Alves.
Além da escolaridade obrigatória, a JFS avançou, no passado mês de Maio, com um protocolo com o Instituto Jean Piaget, de modo formar alunos com mais de 18 anos na área das novas tecnologias. “A adesão foi muito grande e já contamos com 28 alunos”, referiu Filipe Caldas.



