Ter, 26/06/2007 - 10:15
Os lucros não são directos, uma vez que os 60 por cento destinados às autarquias servem, apenas, “para fazer face, e mal, às despesas de manutenção das casas”, explicou o presidente da Junta de Freguesia de Montouto (JFM), no concelho de Vinhais, Alberto Martins.
Os benefícios resultam, antes, da passagem de novas pessoas pelas localidades desertificadas. “As populações têm a oportunidade de conviver com gente diferente, que trazem vida à aldeia”, assegura o autarca.
A partir da Casa do Forno, das Escadas e da Torre, Montouto recebe mais pessoas nas épocas festivas, como Passagem de Ano e Carnaval. “Temos procura ao longo de todo ano, mas particularmente em datas especiais”, confirmou Alberto Martins.
A poucos quilómetros, a Casa – Retiro da Moimenta, igualmente no concelho de Vinhais, acolhe visitantes de todo o País e, mesmo, do estrangeiro. Com uma elevada taxa de ocupação, o presidente da Junta de Freguesia da Moimenta, Duarte Pires, mostra-se animado com os benefícios que os turistas representam para a localidade. “Promovem a região e trazem lucro para a Junta de Freguesia, restaurantes e cafés da aldeia”, explicou o autarca.
Autarcas sublinham que pretendem manter boas relações com o Parque, apesar das mudanças
Ainda no concelho de Vinhais, Fresulfe integra, também, o grupo de aldeias que conta com Casas do PNM, neste caso a de Pontões de Dine e Termas do Tuela, esta reaberta em Abril. Trata-se de duas infra-estruturas que, segundo o autarca local, Manuel Afonso, “trazem lucros para a própria autarquia”. No entanto, o elevado número de visitantes que procuram os equipamentos ao longo do ano representam, também, rendimentos e mais – valias para a freguesia e o concelho vinhaense. “Recomendo locais e estabelecimentos em Vinhais, pelo que os visitantes trazem lucro para toda a gente”, sublinhou o presidente da Junta.
Confrontado com as recentes modificações no Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e, consequentemente, no PNM, o responsável espera manter as “boas relações que se estabeleceram até aqui”.
A Casa de Abrigo de Vila Meã, na freguesia de Deilão, foi a última infra-estrutura do género a ser inaugurada, no passado dia 13, pelo director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas (DGAC) do Norte, Henrique Pereira. O equipamento, financiado pelo programa Interreg II, representou um investimento de cerca de 40 mil euros e vai seguir o mesmo modelo de gestão implementado até aqui. “A obra é uma mais-valia para a freguesia, porque traz mais pessoas à região”, realçou o presidente da Junta de Freguesia de Deilão, Manuel Inácio.
Ao todo o PNM dispõe de dez casas, sendo que a de Lama Grande, em Montesinho, e a do rio Sabor se encontram, actualmente, em fase de recuperação.



