Ter, 26/06/2007 - 09:58
No dia dedicado às acessibilidades a Trás-os-Montes, o governante recordou que a A4 irá trazer “solidariedade e justiça” para Bragança, o único distrito que ainda não possui um único quilómetro de auto-estrada.
O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para a construção da A4, entre Parada de Cunhos (Vila Real) e Quintanilha (Bragança), já se encontra em fase de consulta pública desde a passada quinta-feira. Após a avaliação do EIA, que estará terminada até final de Agosto, poderá ser lançado o concurso para a construção da obra, que prevê o aproveitamento de parte do corredor do IP4.
Segundo José Sócrates, as propostas para a construção do troço entre Amarante e Vila Real serão abertas no início do próximo mês, para que a obra possa ser adjudicada no primeiro trimestre de 2008.
Dado que o distrito de Bragança representa “o aspecto mais negativo” do Plano Rodoviário Nacional, o responsável afirmou que a A4 está “no topo das prioridades” do Governo.
Por seu turno, o Alto Tâmega vê as acessibilidades melhoradas com a entrada em funcionamento dos 156,5 quilómetros da A24, que permite a deslocação entre Viseu e Chaves em, apenas, 1:40 horas. Ou seja, o tempo de viagem entre as duas cidades é reduzido para cerca de metade do tempo.
Autarcas do Nordeste Transmontanos defendem ligação Chaves- Bragança através do prolongamento do IC5
Após a abertura de 35,7 quilómetros entre Chaves e Vila Pouca, em Julho do ano passado, foi inaugurado o último lanço, com 18,1 quilómetros, entre Vila Pouca de Aguiar e Fortunho, que representa um investimento de cerca de 54 milhões de euros.
Durante a cerimónia da abertura oficial da A24 foi ainda anunciada a conclusão da ligação à A7, até final do próximo mês.
Os autarcas do Nordeste Transmontano olham de diferentes formas para a A24 e A7. O presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano, considera que a abertura da A24 foi “um balde de água fria” para o distrito de Bragança, visto que quando for construída a A4, o corredor Chaves- Espanha já estará dinamizado pelos empresários.
Já os autarcas de Bragança e Vinhais acreditam na construção de uma via rápida entre Chaves e Bragança, para atrair os fluxos turísticos do Alto Tâmega.



