class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-166412 node-type-noticia">

            

Faílde: a aldeia que já foi vila

Ter, 19/06/2007 - 10:28


Quem passa por Faílde, a 17 quilómetros de Bragança, não imagina que aquela freguesia já foi, em tempos idos, vila e, até, concelho. Prova disso são os monumentos presentes no centro da aldeia, como a antiga cadeia e tribunal, agora transformados em habitações. O pelourinho é outro dos vestígios que não passa despercebido. “Era colocado nos locais por onde passava o rei”, rezam as histórias populares, e em 1933, foi classificado como Imóvel de Interesse Público.

Segundo o Abade de Baçal dentro dos actuais limites da freguesia terão existido três antigos povoados castrejos: Fraga da Moura, Terronha e Cabeço de Carocedo. Estas civilizações, proto-históricas e de influência, possivelmente, romana, terão sido o embrião do antigo concelho de Faílde e Carocedo.
O investigador defendia que a instituição municipal daquelas localidades deverá ser posterior a 1221.Contudo, terá que ser anterior a 1435, já que, nesse ano, um documento fala da Câmara de Faílde e Carocedo, que chegou a ser integrado na comarca de Miranda. Porém, em 1839, o antigo concelho já pertenceria à comarca de Bragança, onde se manteve até ser extinto, em meados desse século.

População de Faílde pede rede de saneamento e ligação a Sarzeda

Com cerca de 50 habitantes, Faílde e a sua anexa, Carocedo (que conta com 60 pessoas, aproximadamente), têm sido afectadas pela desertificação e envelhecimento da população, daí que, grande parte das carências estejam relacionadas com o apoio aos idosos.
Assim, Faílde vai inaugurar, já em Setembro, um Centro de Dia, com capacidade para 17 utentes, que representa uma melhoria nas condições de vida dos mais velhos. “Esta infra-estrutura tem muita qualidade, pelo que é uma mais-valia para a freguesia”, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Faílde (JFF), Gualter Garcia. O novo equipamento vai integrar, ainda, uma “mini-quinta” que será cuidada pelos utentes. “A horta é uma forma dos mais velhos passarem o seu tempo, uma vez que se dedicaram a vida toda à agricultura”, justificou o autarca.
Por outro lado, a necessidade mais premente da população é a instalação da rede de saneamento e do acesso que fará a ligação entre Faílde e Sarzeda, que aproximaria a aldeia da sede de concelho. “Com esta estrada ganharíamos cerca de oito quilómetros e ficaríamos a, apenas, dez quilómetros de Bragança”, salienta Gualter Garcia.