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Utente da ULS do Nordeste espera cirurgia para resolver incontinência há quase dois anos

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Qua, 21/07/2021 - 16:21


Unidade Local de Saúde do Nordeste explicou que o atraso destas operações está relacionado com a empresa, fornecedora das redes suburetrais, ter descontinuado a sua produção

Há utentes da Unidade Local de Saúde do Nordeste que aguardam cirurgia de incontinência urinária pelo menos desde o início da pandemia, em Março do ano passado. Maria do Amparo é um desses casos. Em Dezembro de 2019, fez os exames necessários para fazer a operação, mas poucos meses depois, já em tempos de pandemia, recebeu uma carta que a alertava para a falta de redes suburetrais necessárias para resolver a incontinência e, por isso, a solução passaria por ser operada noutra unidade hospitalar do distrito. O receio de que a operação pudesse correr mal, por não conhecer o médico que a iria operar, decidiu recusar. “Recebi uma carta para a ir fazer no hospital particular, só que eu não aceitei. Primeiro, vai ser o médico que me tem seguido se for aqui em Bragança, daí eu não ter aceitado porque não conhecia os médicos nem o hospital”, contou. Entretanto passaram quase dois anos e continua sem a cirurgia marcada. Actualmente tem 71 anos. Voltou a fazer os exames e está agora, novamente, à espera. “Fi- -los agora, recentemente. Estão outra vez feitos e o médico disse para aguardar. Se forem eles, aqui na ULS, tudo bem. Se não for e não tiverem as bandas, terá de ser noutro lugar e eu tenho de aceitar porque quanto mais tempo estiver, pior”, afirmou. Contactada a Unidade Local de Saúde do Nordeste explicou que o atraso destas operações, consideradas “não prioritárias”, prende-se “com o dispositivo utilizado, pois a empresa fornecedora das redes suburetrais utilizadas descontinuou a sua produção” e que “está a ser desenvolvido o procedimento com vista à aquisição de novos dispositivos para retomar a actividade cirúrgica nesta área”. Acrescentou ainda que “os doentes com intervenções em lista de espera continuam a ter resposta no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente através de vales cirúrgicos”.

Jornalista: 
Ângela Pais