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Municípios do Douro Superior querem centros de saúde abertos mais horas

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Ter, 11/01/2022 - 11:42


As câmaras que integram a Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS) querem que os centros de saúde que encerram durante a noite tenham mais duas horas de funcionamento

A reivindicação de alargar o horário de funcionamento do centro de saúde foi apresentada pelo autarca de Freixo de Espada à Cinta e recebeu o apoio dos restantes sete autarcas desta associação, que pedem igualmente o alargamento do horário de funcionamento. “O senhor presidente da câmara municipal de Freixo de Espada à Cinta trouxe essa intenção reivindicativa à AMDS, que foi solidária com essa pretensão do município de Freixo, tal como com todos os que estão na mesma situação”, afirmou o presidente desta associação de municípios, Nuno Gonçalves. A intenção do presidente da câmara de Freixo de Espada à Cinta de que o centro de saúde deixe de encerrar às 22 horas e feche apenas à meia-noite começou na campanha eleitoral. Nuno Ferreira, presidente do município, refere que “a proposta foi acolhida unanimemente por todos os autarcas”, independentemente do partido político. “Iremos continuar a fazer esse percurso e vamos também levar a proposta à CIM Douro para a apoiar da mesma forma e, depois, ao Governo central, após as eleições legislativas de 30 de Janeiro”. O autarca diz que se “fala muito do Interior, mas é preciso praticar o Interior” que é o que pretende fazer “com estas políticas e esta reivindicação”. Os presidentes de câmara pretendem com esta medida que as populações que residem em concelhos em que os Centros de Saúde encerram às 22 horas, possam ter acesso a cuidados básicos de saúde, prestados no próprio concelho de residência, por mais duas horas. “Freixo está longe dos centros hospitalares, quer de Bragança, a 1h45, quer de Macedo, a 1h10, e quer de Mirandela, a 1h. Está também a 45m do centro de saúde aberto depois das 22h, em Mogadouro. O trabalho que é levado a cabo neste centro é precisamente o mesmo que pode ser feito em Freixo. Um residente de Freixo que tenha que levar dois ou três pontos depois das 22h tem que se deslocar a Mogadouro e isso não era necessário”, afirmou Nuno Ferreira. Dos concelhos que a AMDS inclui, além de Freixo de Espada à Cinta, também Carrazeda de Ansiães, Miranda do Douro, Torre de Moncorvo, Figueira de Castelo Rodrigo e Mêda têm os centros de saúde encerrados durante a noite. Entre os municípios desta associação, apenas Mogadouro e Vila Nova de Foz Côa têm urgências a funcionar 24 horas por dia.

Nuno Gonçalves quer municípios da CIM Douro no CHTMAD

O também autarca do município de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, defende ainda que os concelhos de Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo deveriam ser integrados no Centro Hospitalar de Trás- -os-Montes e Alto Douro e deixar de pertencer à Unidade Local de Saúde (ULS) Nordeste. “Enquanto autarca ponho em causa se estes três municípios devem continuar a pertencer à ULS Nordeste, sendo que não têm a participação nem votação para indicar qualquer membro para a direcção da ULS”, afirma. Actualmente são apenas os nove municípios da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes que elegem um representante para o conselho consultivo da ULS Nordeste, não tendo estes três concelhos que pertencem à CIM Douro, qualquer palavra a dizer sobre esse elemento. “Não sei até que ponto com esta nova territorialização estes três municípios não deveriam estar até adstritos até a Vila Real e não a Bragança, uma vez que a legislação em vigor os retira de ter qualquer papel interventivo na própria ULS Nordeste e já há algum tempo que venho afirmando este descontentamento com a forma como estes três municípios participam na gestão da ULS”, referiu.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro