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Apenas sete farmácias do distrito disponibilizam testes gratuitos

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Qua, 21/07/2021 - 16:24


As que aderiram ao programa registam procura elevada, mas várias consideram que há muitas condições exigidas

Os testes rápidos antigénio para detectar Sars-Cov-2 comparticipados que são disponibilizados nas farmácias estão a ser muito requisitados. No distrito de Bragança há agora sete farmácias onde se pode realizar este teste de forma gratuita: três em Bragança, uma em Freixo de Espada à Cinta, uma em Vimioso, uma em Torre de Moncorvo e outra em Mirandela. Desde o dia 2 que as farmácias Bem Saúde e de Vale d’Álvaro em Bragança estão a disponibilizar estes testes comparticipados e a procura tem vindo a aumentar. “Neste momento, estamos a fazer uma média de 30 testes por dia, nas duas farmácias, com um aumento significativo durante a última semana. Não é muito fácil marcar, convém que o façam com bastante antecedência, porque estamos com a agenda completamente cheia”, referiu Maria Vera Cruz, responsável da gestão das farmácias. Cada cidadão pode fazer quatro testes antigénio por mês de forma gratuita, desde que cumpram alguns critérios. “Fazemos a marcação, a pessoa só tem de vir e assinar um compromisso de honra em como cumpre as quatro características para ter acesso ao teste comparticipado: não ter feito quatro testes por mês, não ter sido contaminado nos últimos 6 meses, ter mais de 12 anos e não ter a vacinação completa”, afirma. A farmácia Nova Central aderiu ao programa de comparticipação dos testes no início da semana passada. Segundo Elton Sales, director adjunto desta farmácia, a procura também tem sido muita, especialmente por quem quer viajar ou ir a festas familiares. “De momento, são muito requisitados. A maioria das pessoas que requisita o teste é, sobretudo, para viajar. Mas no início da semana foi, sobretudo, para casamentos e baptizados”, adiantou. O regime excepcional e temporário de comparticipação de Testes Rápidos Antigénio de uso profissional tem como objectivo intensificar a testagem e contribuir para reforçar o controlo da pandemia de covid-19. No entanto, muitas farmácias optaram por não aderir ao programa de comparticipação do rastreio. A responsável da Farmácia Mascarenhas em Mirandela, Eliete Lopes, explica que vendem apenas os auto-testes e não disponibilizam a realização de testes rápidos “por questões de logística” relacionadas com “as condições do espaço da farmácia” e com a “segurança dos utentes e funcionários”. Isto porque é necessário que a farmácia tenha um gabinete ou sala separada para a realização dos testes, condições de armazenamento, entrada e saída de utentes e um funcionário dedicado a essa função ao longo do dia. Mesmo com a comparticipação do Estado, que ao que apurámos ronda os 10 euros por teste realizado, não compensaria à farmácia fazer as adaptações necessárias. “Nós estamos sempre disponíveis para fazermos serviço público e ajudar, mas com tantas restrições de serviço e de logística da farmácia, optamos pela segurança”, sublinhou. As unidades de alojamento turístico são um dos locais onde passou a ser exigido apresentação de teste negativo ou certificado de vacinação, sendo que alguns têm optado por comprar auto-testes para os hóspedes mais desprevenidos. É o caso do Ribeira House em Mirandela, que decidiu “não penalizar os hóspedes” e organizou assim “um espaço na zona exterior”. “Quando o hóspede chega, e caso não tenha feito teste, é-lhe facultado gratuitamente um auto-teste para efectuar sobre a vigilância de um funcionário”, explicou Cristina Gomes, directora executiva do espaço, que diz que “todos os hóspedes compreendem e aceitam muito bem” as condições que têm de ser cumpridas. Também no Baixa Hotel em Bragança a opção passou por comprar auto-testes para disponibilizar aos hóspedes. David Gonçalves, director do espaço turístico, adianta que têm “testes antigénio para aquelas pessoas que ainda não têm a vacinação completa e que são apanhados de surpresa”, nomeadamente os turistas que chegam do estrangeiro, como forma de “garantir segurança das próprias pessoas e para não disseminarem o vírus”. O responsável do hotel diz que a limitação tem causado algumas dificuldades aos alojamentos turísticos e atribui à medida alguns dos cancelamentos para datas futuras que registou nas últimas duas semanas.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro