Um dia para as mulheres de todos os dias da nossa vida

Ter, 12/03/2019 - 10:35


Olá gente boa e amiga! Como estão os leitores da página do Tio João? Nós cá estamos. Como dizem ‘nuestros hermanos’, vamos tirando, um dia de cada vez.

Estamos no mês de Março e como diz o provérbio “em Março crescem os dias um pedaço”, ou ainda “Março marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão”. Ainda foi pouca a água que tem caído do céu para as necessidades da agricultura. As pessoas já andam a estrumar as terras para as preparar para o renovo.

O Carnaval já lá vai e entrámos no tempo da Quaresma. No nosso programa de rádio, além das habituais orações da manhã, também temos, nesta altura, a oração de uma estação da Via Sacra.

Como sei que é um habitual leitor desta página, quero felicitar aqui o meu ilustre e bom amigo José Vieira, pelo seu 76.º aniversário. Ele tem sido o meu espírito santo de orelha e de coração na minha vida profissional. Bem haja por tudo. Na última semana também festejaram a vida connosco a tia Antónia Pastora (59), de Rio Frio (Bragança); a tia Brígida (83), de S. Martinho de Angueira (Miranda do Douro); o tio Jorge Arandas (46), de Cal de Bois (Alijó); o tio Vicente (43), de Cidões (Vinhais); a prima Elodie Lopes (20), filha do tio Nelo Farruquinho, de Coelhoso (Bragança); a tia Adelaide (70), de Alfaião (Bragança); a tia Maria José (80), de Água Revés (Valpaços); a tia Letícia (26), de Bragança e o tio Nélson Tomeno (40), de Babe (Bragança). Que continuem todos a festejar a vida connosco.

Na passada sexta-feira, dia 8, comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Nesse dia o programa começou com a célebre quadra do tio Carlos da Conceição, do Soito (Sabugal), “a mulher é um anjo que Deus criou, / no seu amor mais profundo, / é a mais bela rosa que plantou, / para fazer florir o mundo.” Seguiram-se depois as orações da manhã proferidas pelo primo Marco, de Estorãos (Valpaços), em homenagem a todas as mulheres. Foram alguns os homens que quiseram homenagear as mulheres e muitas as mulheres que nos deram o seu testemunho do que é ser mulher. Foi o caso da tia Lurdinhas, de Bragança, que nos disse “gosto de ser mulher / gosto de ser como sou / não fui eu que me escolhi / foi Deus que me dotou”. Já a tia Maria da Conceição, dos Cadouços (Valpaços), que se apresentou à família nesse dia, disse-nos “para mim, ser mulher, é uma dádiva de Deus.” Outras disseram-nos que é uma grande honra ser mulher e estão muito felizes por o serem. Mas a tia Maria Lúcia, de Pinelo (Vimioso), também nos disse que “ser mulher é o cabo dos trabalhos!”. A tia Gracinha do Cavaquinho, brindou-nos com uma canção feita por ela, contra a violência doméstica, tema que também foi abordado no nosso programa.

De salientar que a tia Isabel, com 77 anos, de Estorãos (Valpaços), entre filhas, noras, netas e bisnetas, tem 25 mulheres.

No Dia Internacional da Mulher, foram muitos os jantares organizados para festejar. Pela primeira vez, organizou-se, na Lombada, o «Jantar da Mulher Lombardesa», como nos conta a filha do tio Luciano e da tia Marcelina, Luísa Preto, que foi a organizadora do convívio e nos revela como lhe surgiu a ideia:

O que eu poderia dizer não chega para qualificar este belo ser que é a mulher…Mas eu também sou suspeita, pois sou mulher… Há mulheres que nunca festejaram este dia, nem nunca se lembraram de comemorá-lo, porque nunca ninguém chegou junto delas e lhes disse, estendendo uma flor, “feliz Dia da Mulher”.

Há algum tempo que sonhava fazer um jantar na “minha” Lombada para essas mulheres trabalhadoras e em quem nunca ninguém pensou. Eu costumava ir a jantares neste dia porque me convidavam ou porque simplesmente organizava um jantar com as minhas amigas e colegas. Mas o que ansiava mesmo era fazer um jantar para as mulheres lombardesas. Um dia, num desses jantares do Dia da Mulher, comentei com algumas amigas da Lombada o meu sonho e não é que elas ficaram a matutar no que disse e concordaram comigo…

Foi assim que, com gente da minha terra, com as minhas amigas da Lombada, organizámos este ano o «Primeiro Jantar do Dia da Mulher Lombardesa», que espero não seja também o último. Foi um encontro convívio de várias gerações de mulheres, amigas, vizinhas, mães, filhas, avós e netas de algumas aldeias da Lombada, entre as quais S. Julião de Palácios, Deilão, Vila Meã, Palácios e Caravela, mas também de outras localidades vizinhas, como Quintanilha e Réfega.

Não quisemos que fosse um jantar como outro qualquer, mas sim um jantar especial. Quisemos ser diferentes. A festa é só nossa, particular, feita no pavilhão de Palácios. Para o ano logo se vê…

Estamos contentes porque nunca pensámos que conseguíssemos reunir tanta gente. Fomos 73 mulheres lombardesas e nesse Dia da Mulher foram só homens que trabalharam para nós.

 

Luísa Preto