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O sabor das merendas ao ar livre

Ter, 08/10/2019 - 10:09


Como estão os leitores da página do Tio João?

As primeiras semanas deste Outono têm sido muito secas e quentes para a época. Este ano o vinho não foi ‘baptizado’ com água, porque não tem chovido durante as vindimas. Aqueles que gostam que as uvas se colem às mãos, são os que estão a fechar as portas das vindimas. É raríssimo fazer-se a água-ardente com temperaturas máximas de 27/28 graus, como tem acontecido nos últimos dias. Ao nível de condições do tempo, pode dizer-se que é a continuação do sumário da lição anterior.

Já está todo o mundo à espera das férias dos picos, não os da Europa, mas sim os dos ouriços dos castanheiros. Alguns já andam a apanhar as primeiras castanhas, as temporãs. O tio Zé Martins, de Alturas do Barroso (Boticas – Chaves), disse-nos que andam na silagem do milho para alimento dos animais. Por cá já se anda na recolha das abóboras para os porcos e a fazer lenha para o frio que ainda não chegou.

No passado dia 4 de Outubro festejou-se o S. Francisco de Assis, padroeiro dos animais, das plantas e da natureza. Na cidade de Bragança temos a igreja de S. Francisco onde, nesse dia, se realizou a missa da sua festa, como nos contou a tia Augusta, zeladora do local.

A tia Noémia, de Salselas (Macedo de Cavaleiros), falou-nos também de que a sua terra tem uma capela para os dois Santos Franciscos, o de Assis e o Xavier. Ao lado encontra-se a chamada fonte milagrosa, para as pessoas que têm cravos nas mãos se lavarem e eles desaparecerem.

A nossa vida é feita de tristezas e alegrias e, por isso, choramos a morte do tio Casimiro, de Parada (Bragança), marido da tia Maria Teixeira, que tantas vezes falou connosco na rádio e era presença assídua nas nossas festas. Quem também faleceu foi a mãe dos nosso tio Chedre,

de Nunes (Vinhais). Que em paz descansem as suas almas.

Os nossos sentimentos às famílias enlutadas.

No que às alegrias diz respeito, assinalamos os 67 anos de união conjugal do tio Gualter Gomes e da tia Maria, de Agrochão (Vinhais), actualmente o matrimónio de mais longa duração na Família do Tio João. Quem também festejou as Bodas de Ouro Matrimoniais (50 anos), foi o tio Eduardo Fidalgo e a tia Maria do Carmo, de Paradinha de Outeiro (Bragança). Que lhes continue a durar o pão da boda.

Também festejaram o seu aniversário connosco na última semana o tio Rebelo (74), de Real Covo (Valpaços); a tia Patrícia Santos (30), de Rebordelo (Vinhais); o tio Azevedo (84), de Penas Roias (Mogadouro); o tio Rogério Sá (72), de Vila Nova (Bragança); o tio Chico Mau Feitio (41), de Veigas (Quintanilha – Bragança); o tio Serafim Falcão (49), de Caçarelhos (Vimioso); Ramiro Jardino (46), das Quintas da Seara (Bragança) e a tia Ana Maria Porto (79), de S. Martinho (Miranda do Douro). Para todos muita saúde e paz que o resto a gente faz.

Então agora vamos saborear uma merenda num parque, ao ar livre.

 

Antigamente era habitual comer-se uma boa merenda em qualquer sítio. Agora que há parques de merendas como nunca houve, estão vazios…

Para muita gente, comer fora é sinónimo de ir ao restaurante, mas antigamente era sinónimo de fazer um piquenique, acto que caiu em desuso, ainda praticado por instituições e (poucos) grupos de amigos.

Na cidade de Bragança existem dois parques de merendas, em S. Sebastião e no S. Bartolomeu. No concelho temos o parque de merendas de Rio de Onor, onde no dia internacional do idoso (1 de Outubro), os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, fizeram um piquenique. Também temos o parque de merendas e lazer da Sr.ª da Serra, o miradouro e parque de merendas do Santuário de Santa Ana, em Meixedo, o parque de merendas de Santa Eulália, em Vila Meã, o parque de merendas de N.ª Sr.ª da Ribeira, em Quintanilha, o parque de merendas da barragem de Gostei, no santuário de N.ª Sr.ª da Cabeça, em Nogueira, os parques me merendas de Milhão, de Fermentãos, de Alfaião, da Sr.ª do Aviso, emSerapicos e de França. Também há um parque de merendas com todas as condições e casa de banho é a aldeia de Paradinha de Outeiro, junto a um moinho no rio Maçãs, onde um grupo de amigos da nossa família se costuma reunir para saborear uma boa merenda, debaixo de uma grande amoreira que tem a particularidade de ter um ramo ao nível do chão, o que faz com que pareçam duas.

Na época de Verão, são os parques de merendas das praias fluviais os que têm mais adesão, ficando vazios durante o resto do ano. Quem tem vindo em “contra-corrente” e ao arrepio da perda do hábito de fazer piqueniques é a tia Arminda Machado, o tio Luís Modinhas e a tia Lurdinhas, o tio Ramiro e a tia Arminda, o tio Luís Ventura e a tia Ana Maria, o tio Manuel e a tia Afonsi, que continuam a insistir em juntarem-se para fazerem piqueniques e confraternizarem sempre que faça bom tempo ao Domingo. Da ementa costuma constar a sardinha assada, o bom pão caseiro, o fumeiro da região, queijo, peixinhos do rio, polvo e congro frito, rissóis e bolos de bacalhau, nunca faltando as azeitonas e o vinho.