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Zé Pedro

Qua, 02/05/2007 - 15:12


Jornal Nordeste – O fim-de-semana serve para… Zé Pedro (ZP) – Normalmente para tocar, porque, geralmente, os concertos são ao fim-de-semana. Quando não toco fico em casa e aproveito para ver espectáculos e outras coisas. JN – Os Xutos inspiram-se mais no mar ou no campo? ZP – No geral no mar. As letras do Tim falam muitas vezes no mar e no rio. JN – Ainda é preciso “forçar muito a corrente”? ZP – É preciso estar sempre a forçar a corrente para isto não parar. A letra do “Remar, Remar” continua muito actual.

JN – No carro ouço…
ZP – Sou um grande consumidor de música. Actualmente ouço muito Block Party e Arctic Monkeys.

JN – Casa da Música ou Pavilhão Atlântico?
ZP – Para os Xutos é o Pavilhão Atlântico.

JN - Prato e vinho preferido?
ZP – Não sou de grandes comezainas, mas gosto muito de favas, arroz de pato e agora ando a dedicar-me muito ao peixe grelhado. De vinho não posso dizer nada porque deixei de beber, mas antes disso bebia qualquer coisa!

JN – Concerto da minha vida?
ZP – Dado pelo Xutos foi o dos 25 anos no Pavilhão Atlântico. Dos que assisti foi o dos Rolling Stones, há 2 anos, no Madison Square Garden, em Nova Iorque. Foi muito emocionante porque coincidiu com o dia dos meus anos.

JN – Melhor português de sempre?
ZP – A escolha do Salazar foi perfeitamente ridícula, por ser um homem que fez muito mal à mentalidade dos portugueses. Eu cá escolhia Aristides Sousa Mendes, que para mim foi o português com mais coragem até hoje.

JN – Preferes ir ao cinema ou ver um DVD em casa?
ZP – Prefiro ir ao cinema, mas acabo por ver muita coisa em casa por não ter tempo. Sempre que posso viro-me para o cinema, especialmente durante a tarde, onde às vezes estou praticamente sozinho na sala. Cinema é um dos meus passatempos preferidos, a par de ouvir música e ler coisas sobre grupos musicais

JN – O que gostarias de ler amanhã na capa de um jornal?
ZP – Gostava de ler que o nosso nível de vida subiu bastante e tinha sido equiparado a de outros países europeus, porque acho que merecemos. Se não fosse a nossa classe política ter estragado tudo, acho que estaríamos numa melhor posição.

JN – Em Portugal os dados continuam viciados ou ainda existe um “poço da salvação”?
ZP – Polémicas da Universidade Independente à parte, eu estou a gostar muito do desempenho do nosso 1º ministro. Está um bocado à frente dos anteriores. Mesmo assim, gostava que a classe política pensasse mais nos portugueses do que neles próprios. Espero que este 1º ministro consiga abrir a tampa desse tal “poço da salvação”.

JN – Que personalidade da música gostarias de convidar para jantar?
ZP – Bem eu gostaria de ter algum tipo de conversa com o Keith Richards [guitarrista dos Rolling Stones] para ver como é que ele é pessoalmente. Mas também gostava muito de conhecer pessoalmente os Alex Turner dos Arctic Monkeys, que acho que é uma personagem fascinante.

JN – Clube de futebol?
ZP – Sou sócio da Académica de Coimbra e continuarei a sê-lo até ao final da vida, mas a equipa pela qual torço para ganhar o campeonato é o Benfica.

JN – Quem é a Maria de Bragança de que fala a vossa música?
ZP – Não faço ideia, mas pode ser uma figura simbólica. Essa letra surgiu, principalmente, para alertar para as diferenças que existem num País tão pequeno como o nosso, em que se demorava muito tempo para chegar de Lisboa a Bragança. Hoje já não são 9 horas, mas ainda se levam 6.