Ter, 29/05/2007 - 10:29
Após obras de remodelação, a unidade do Cachão, no concelho de Mirandela, já pode receber uma máquina que permitirá extrair o mel em maiores quantidades e com qualidade superior, utilizando menos mão-de-obra. “Queríamos ampliar a extracção de mel, mas com os antigos extractores eléctricos tínhamos uma capacidade diária reduzida”, sublinhou o presidente da Cooperativa de Produtores de Mel da Terra Quente (CPMATQ), Álvaro Correia.
A CMTQ comercializa, por mês, cerca de dez toneladas, obtidas a partir de 30 mil colmeias distribuídas por 600 apicultores de dez concelhos à volta da Terra Quente Transmontana.
Aquela unidade vai contar, ainda, com os serviços de técnicos ao nível da transumância e sistemas de análise e controlo de pontos críticos (HACCP). Recorde-se que a transumância consiste na mudança de colmeias de um local para outro, de modo a obter diferentes tipos de mel.
EDEAF pretende ajustar a produção da região às necessidades e exigências do mercado
Durante as celebrações do Dia do Apicultor, o administrador da Empresa de Desenvolvimento de Alfândega da Fé (EDEAF), Cruz Oliveira, apresentou aquela sociedade municipal, bem como os produtos “Terras de Alfândega”. Para o responsável, a criação da EDEAF veio reduzir o fosso que existia entre quem produz e quem comercializa. “Pretendemos ajustar a produção às necessidades e exigências do mercado”, explicou Cruz Oliveira. Deste modo, a EDEAF tem vindo a colocar em prática as soluções apresentadas pelos pequenos produtores. “Vamos tentar apoiar a canalizar os produtos, fazendo-os chegar aos grandes mercados, que era a tarefa mais difícil”, realçou.
Para o responsável, comercializar sob a alçada do rótulo “Terras de Alfândega” pode ser uma mais-valia para os produtores, uma vez que “quem compra esta marca, adquire qualidade”, garantiu Cruz Oliveira. Para poderem associar os produtos ao nome “Terras de Alfândega”, os fabricantes terão que cumprir determinados critérios impostos pela EDEAF em matéria de segurança alimentar.
O Dia do Apicultor contou com o apoio da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, Associação Nacional de Oficinas de Projecto (ANOP) e o projecto Aldeias Vivas.



