Ter, 08/04/2008 - 11:50
As palavras de Ana Jorge nada acrescentam ou alteram ao que já tinha sido anunciado pelo seu antecessor, Correia de Campos e, como tal, mantém-se a política para a Saúde que tem vindo a ser seguida até aqui.
O mesmo será dizer que a maternidade de Mirandela continuará fechada e que, dentro de pouco tempo, serviços de urgência à noite só mesmo em Bragança, Mirandela, Macedo e Mogadouro ou com médico à chamada.
Antes de optar pela continuidade, Ana Jorge deveria ler a notícia que o Jornal NORDESTE publicou na edição da semana passada. “Jogador do Vinhais viu a morte à frente”, noticiava a página três, numa peça em que fica claro que a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) não chegaria a tempo de salvar a vida da vítima. Valeu, por isso, a intervenção dos Bombeiros de Vinhais e duma equipa médica do Centro de Saúde da vila, onde existe um desfibrilhador.
Casos como este têm tendência a aumentar, porque nem a VMER pode estar em toda a parte, nem a rede de estradas do distrito permite deslocações rápidas, que garantam o salvamento de uma vida.
Este é o drama de quem vive nos concelhos mais distantes da base da VMER, geralmente estacionada em Bragança. Em casos extremos, da distância à capital de distrito pode depender uma vida e, como ainda não há data para a colocação de um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica em Macedo de Cavaleiros, assim continuará a ser.
A chegada do aparelho e duma equipa especializada estava marcada para Janeiro passado, mas sabe-se que a aeronave ainda nem sequer foi comprada pelo Ministério da Saúde. Enfim, é o País que temos…


