Ter, 15/05/2007 - 10:11
Situada na encosta da serra de Bornes e rodeada por montes e montanhas, Vale da Sancha guarda uma beleza paisagística característica das terras transmontanas. É com orgulho que a população fala da imponência dos montes, que guardam a história das minas do Cabeço Figueiro e da Pedra Luz, onde, outrora, se extraiu volfrâmio.
Os habitantes, que rondam as duas centenas, na sua maioria idosos, ocupam os seus dias com as actividades do campo, a lida da casa e os momentos de fé.
Quem resiste em Vale da Sancha vai percorrendo as ruas, refugia-se nos dois cafés da localidade, ou senta-se na soleira da porta a fazer renda ou croché. Embora durante a semana haja alguma movimentação, é nos meses de Verão e, até, aos fins-de-semana que a aldeia ganha vida.
Longe vão os tempos em que a população palmilhava a pé cerca de cinco quilómetros, por um caminho de terra batida, para apanharem o comboio em Frechas. Agora, as quatro crianças que ainda resistem em Vale da Sancha viajam diariamente de autocarro até à sede de freguesia, após o encerramento da escola primária da aldeia.
Para irem ao médico, a distância aumenta para cerca de 20 quilómetros, dado que têm que se deslocar a Mirandela.
A construção de um Centro de Dia, a visita de um médico e a melhoria dos transportes públicos, que só funcionam em período de aulas, são algumas das reivindicações dos populares.
No entanto, o presidente da Junta de Freguesia de Frechas, Jorge Pereira, afirma que não é possível construir infra-estruturas em todas as aldeias, pelo que os habitantes de Vale da Sancha recebem apoio do Centro de Dia de Frechas. No campo da saúde, o autarca realça que a situação só vai melhorar com a chegada de uma Unidade Móvel de Saúde ao concelho de Mirandela.


