Ter, 12/02/2008 - 10:17
A administração indevida de fármacos atravessa, pelo menos, dois sectores da Unidade de Saúde, e teve origem na farmácia, de onde as vacinas saíram trocadas. Os medicamentos são enviados em unidose e não na embalagem em que o utente está familiarizado e o profissional de saúde que os administrou não terá reparado no seu conteúdo.
Algumas pessoas que tomaram as vacinas trocadas sofreram de desinterias prolongadas, febre e gripe
Este engano trouxe complicações para alguns utentes, que apresentaram desinterias prolongadas e febre, e pelo menos duas pessoas terão apanhado gripes que se prolongaram durante várias semanas.
Os utentes lesados contactados pelo Jornal NORDESTE não foram contactados pelo hospital nem pelo Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) para tomarem a vacina contra a gripe ou para averiguações sobre o impacto da administração indevida da vacina do tétano. Também não foi apurado se os utentes tinham tomado a vacina contra o tétano há pouco tempo, já que uma sobredosagem pode causar graves desinterias, febres, entre outros sintomas.
A maioria das pessoas envolvidas neste caso contactadas pelo NORDESTE mostraram-se indisponíveis para prestar esclarecimentos, dizendo, apenas, que não tinham nenhum comentário a fazer sobre o assunto.
Dado que o caso foi denunciado por profissionais de saúde, a administração do CHNE deveria abrir um inquérito para apurar responsabilidades.
O NORDESTE contactou o CHNE para obter esclarecimentos sobre as diligências que foram tomadas, mas até ao fecho da edição não obtivemos qualquer resposta em relação à troca de vacinas.


