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Urgência une Alto Tâmega

Ter, 27/02/2007 - 10:19


Cerca de 5 mil pessoas manifestaram-se, na passada quarta-feira, contra a desclassificação das urgências do Hospital Distrital de Chaves (HDC) e o encerramento da urgência do Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar.

A população dos seis concelhos do Alto Tâmega exige a manutenção de um serviço de urgência médico-cirúrgico, pelo que decidiram manifestar o seu descontentamento face à proposta da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) que determina, apenas, uma urgência básica para o HDC.
O documento aponta, ainda, para o encerramento da urgência do Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar, uma decisão que também não é aceite pela população, que alega que há habitantes que irão ficar a mais de 30 minutos do serviço mais próximo.
O protesto teve início com a concentração da população no Jardim das Freiras, em Chaves, de onde partiu, em marcha lenta, rumo à fronteira de Vila Verde da Raia. O trânsito esteve bloqueado durante mais de duas horas.
Além da população, a manifestação contou, ainda, com a participação dos autarcas do Alto Tâmega e de 121 instituições e associações de Chaves.
O descontentamento era bem visível nos rostos dos participantes no protesto, que empunhavam bandeiras negras e cartazes com mensagens dirigidas a Correia de Campos, como por exemplo “Sr. Ministro, tirem-nos tudo e venham morar para este paraíso!”

Administração Regional de Saúde do Norte garante manutenção da urgência médico-cirúrgica até as acessibilidades estarem garantidas

O presidente da Câmara Municipal de Chaves (CMC), João Batista, também se manifestou em defesa da qualidade de vida dos cidadãos, desafiando o ministro da Saúde e os elementos da CTAPRU a visitarem o concelho e a percorrerem os caminhos e as estradas sinuosas que servem a população.
Caso o fizessem, o edil não tem dúvidas que teriam “a oportunidade de testar no terreno o trabalho realizado a régua e esquadro nos gabinetes”.
No final do discurso, João Batista pediu, apenas, que “haja justiça nas decisões do Governo”.
O protesto, contudo, não agradou a Correia de Campos, que numa conferência de imprensa dedicada ao processo de reestruturação das urgências acusou o presidente da CMC de interromper as negociações ao convocar uma manifestação.
Estas declarações foram, prontamente, refutadas por João Batista, que alegou tratar-se de uma manifestação dos cidadãos.
No dia do protesto, a Administração Regional de Saúde do Norte garantiu que a urgência de Chaves só será desclassificada quando o concelho tiver melhores acessibilidades.