Ter, 22/01/2008 - 10:46
Tudo isto, e muito mais, pode ser visto em Benlhevai, no concelho de Vila Flor, na Casa – Museu da Família Vila Real. São milhares e milhares de objectos reunidos ao longo duma vida, que ocupam quase toda a habitação de António Vila Real. Ao percorrer as várias divisões, é possível encontrar as colecções mais invulgares e inusitadas, que deixam livres, apenas, a cama onde dorme e o sofá da sala.
Depois da varanda, repleta de diversos objectos, as máscaras tribais, oriundas dos quatro cantos do Mundo, fazem as honras da casa, ao ocuparem a parede frontal à porta de entrada.
Não há um metro quadrado que não seja pintado e guarnecido com as tonalidades das sucessivas colecções que têm feito companhia a António Vila Real, desde há oito anos, altura em que decide ir viver para Benlhevai, a terra que o viu nascer. “É uma paixão que vem desde miúdo. Fui acumulando várias coisas e, quando me reformei, decidi reunir tudo na antiga casa dos meus avós, que estava vazia”, explicou o coleccionador.
Visitantes podem conhecer objectos recentes ou, mesmo, com milhões de anos
Assim, ao longo dos anos, António Vila Real foi encontrando e adquirindo peças antigas. “Muito material pré-histórico foi descoberto em Foz Côa antes de se conhecerem as gravuras rupestres e outro fui comprando em feiras”, sublinhou.
Outras peças foram oferecidas a António Vila Real por conhecidos, curiosos ou populares. “As pessoas começaram a ficar a par desta minha paixão e sempre que encontravam objectos, traziam-nos para minha casa”, recorda.
Apesar de catalogar, etiquetar e datar todas as peças e animais, António Vila Real lamenta não conseguir situar com exactidão as épocas e origem de todos os objectos. Por isso, “gostaria que alguém ligado à arqueologia me ajudasse”, acrescenta.
Professor reformado, António Vila Real é, também, conhecido por ajudar os cidadãos de países do Leste da Europa que se têm instalado na localidade para trabalharem na fábrica de cogumelos. “Começaram a pedir-me ajuda porque não conheciam a língua e depois ajudei-os a legalizarem-se, a arranjar escola para os filhos e médico de família”, salienta o coleccionador.


