Qua, 06/02/2008 - 10:31
- Ó Entrudo, quem lhe vamos destinar para beijinhos lhe dar?
- Digo isto em primeiro, para ele está bem a Natália Vaqueiro.
- Ó que eleição agora que ela tem nova habitação! Está muito bem e terá aprovação de sua mãe, pois com nova casa põe toda gente em brasa.
- Diz-me Bruno, que vais oferecer à amada para ela não se sentir uma criada?
- Dar-lhe-ei um creme de sebo de mosquito se sentir nela um cheiro esquisito, para eu não passar por tanso, se ela souber a ranço.
- Pois bem, Bruno estás casado e aqui fica firmado.
Entrudo não embandeiremos em arco e casemos o amigo Marco.
- Mas que bela rima que tanto me apraz, já que sou amigo do rapaz.
- E quem lhe vamos dar para melhor passar o ano?
- Já sei, a psicóloga, filha do Cassiano.
- Oh que bem, que dirá a sua mãe, pois certamente lhes fará uns testes de Psicologia para o ajudar a encontrar emprego um dia.
Mas passemos ao Marco
- Marco, qual o esforço que és capaz de fazer, para esta mulher te pertencer?
- Para isso saltarei como o esquilo, irei a África recolher cinco litros de lágrimas de crocodilo.
- Mas que empreendimento fazes para que se realize o casamento! Aceito-o e não te esqueças de as recolher em azeite para assim não as perder e nele a lágrima não se dissolver.
- Entrudo, à frente que o povo está a ficar contente”.
Homenagem carnavalesca
“(…) O caminho era longo
E difícil de trilhar,
Juntavam-se uns aos outros,
Para ninguém desanimar.
Chegados a terras de França,
Não lhes faltava trabalho,
Também aumentava a finança,
E mais coisas não baralho.
A vida era tão dura,
E tinha sabor a fel,
Mas no domingo seguinte
Iam a casa do Tonel.
Este homem que aqui vive,
Depois de grande canseira
Aturava aos grupos de vinte,
E para ele era uma brincadeira(…)”.


