Ter, 29/05/2007 - 10:53
Deve ser objecto de um referendo europeu e não apenas decisão dos líderes políticos. Claro está que eles foram eleitos por nós para nos representarem e defenderem os nossos direitos, mas em determinadas matérias, deve ser o povo a decidir e a ser responsabilizado pelas opções que porventura tenha tomado.
Todos sabemos que a Turquia é um país dividido entre a Europa e o Médio Oriente. O peso do mundo árabe é muito grande e muito apelativo por causa da religião. O equilíbrio é difícil de conseguir, mas não impossível. O exemplo da China, “um regime dois sistemas”, a nível económico é uma lição que deve ser estudada e aplicada à religião. Cada um é livre de acreditar no Deus que quiser, desde que esse mesmo Deus não se queira sobrepor a nenhum outro. Todos os deuses são deuses de amor e perdão. Nenhum prega a aniquilação de um povo em detrimento de outro. Isso são leis humanas, humanamente interpretadas e aplicadas ao bel-prazer de alguém com uma mente menos preparada.
Numa grande federação de estados, a exemplo dos Estados Unidos da América, todos os estados são independentes e autónomos e ao mesmo tempo obrigados a reger-se pela lei geral.
Exército, tribunais, parlamento, assembleia e todos os órgãos governativos e de justiça essenciais à regência de qualquer nação, serão comuns, geridos por membros de todos os países que compõem a federação de estados.
A democracia será, sem dúvida nenhuma, o regime ideal e único. Todos devem ser livres de professar a sua fé e a sua ideologia política. As eleições para os órgãos da Comunidade Europeia serão feitas no mesmo dia em todos os países que compõem a Europa. Deverá existir um ministério da saúde, da justiça, da educação, enfim, todos os ministérios necessários para a governação de uma grande federação de estados.
Cada país terá, à frente do seu governo um rei, um presidente ou um primeiro-ministro, como acontece neste momento. Cada governo deverá prestar contas ao governo central europeu. Nada poderá impedir que seja o povo a escolher as pessoas que o hão-de governar.
Todos os estados terão os mesmos direitos e deveres e ninguém deverá ser superior a ninguém. Todos devem trabalhar para a inexistência de regiões deprimidas ou menos prósperas. O litoral e o interior deverão ter o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades de investimento. As pessoas circularão livremente e terão todas os mesmos direitos e deveres e aqui ressalvam-se os deveres já que é impossível termos apenas direitos.
A segurança social deverá ser uma prioridade e deve contribuir para a erradicação da pobreza, principalmente nas suas formas mais extremadas. A saúde das populações deverá ser uma prioridade. Deve-se apostar no desenvolvimento científico e tecnológico.
Os idiomas falados em cada um dos países devem manter-se e devem ser utilizados sem reservas. Como língua oficial deverá escolher-se o inglês que, ao fim e ao cabo, é quase a língua universal, neste momento.
Quem me lê estará a pensar que esta hipotética Federação de Estados Europeus não passa de um utopia sem pés nem cabeça, no entanto existem por este mundo fora, exemplos muito positivos deste sistema.
Marcolino Cepeda



