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Torre D. Chama aposta na agricultura

Ter, 22/04/2008 - 10:38


A Junta de Freguesia de Torre D. Chama (JFTDC), em parceria com a Câmara Municipal de Mirandela, está a desenvolver um projecto para estimular os agricultores a apostarem na produção agrícola.

Para tal, está a ser desenhada uma empresa municipal, que irá recolher, transformar e comercializar os produtos produzidos na freguesia e área envolvente.
Segundo a presidente da JFTDC, Paula Lopes, ainda há muitos agricultores no activo, que, actualmente, vêem os seus rendimentos comprometidos por falta de comercialização. “Os pequenos agricultores perderam força, porque não conseguem colocar os seus produtos no mercado”, acrescentou a responsável.
Este projecto agrícola vai abarcar diversos sectores da produção agrícola e pecuária. Queijo, pão e doçaria regional, mel, fumeiro regional, licores e compotas, azeitona em conserva e derivados e hortícolas vão ser comercializados com uma marca própria.
A transformação dos produtos será feita através de um processo artesanal, de forma a garantir a qualidade dos produtos, que poderão vir a ser certificados.
Dado que o embalamento e transformação vão ser feitos na Torre, as mais valias da produção ficam na região, contribuindo, assim, para criar riqueza.
“Ao nível da comercialização vamos apostar no mercado local, fazer parcerias com as grandes superfícies e também apostaremos no mercado externo. Espanha é uma hipótese”, salientou Paula Lopes.

Empresa municipal vai criar postos de trabalho e facilitar a vida aos agricultores

Para garantir uma produção média, a autarquia vai, por um lado, criar condições de escoamento dos produtos aos agricultores no activo e, por outro, motivar os jovens a apostarem nesta actividade.
Além disso, a empresa também vai criar dezenas de postos de trabalhos directos e indirectos, contribuindo, assim, para o combate ao desemprego na freguesia.
O projecto contempla, ainda, a confecção de refeições pré-preparadas. Nesta área, a transformação, apoio local e refeições sociais ficarão a cargo de uma Empresa de Inserção.
A ideia é constituir uma sociedade, que envolva autarquias, agrupamentos de produtores e sociedade civil. “Aquilo que nós pretendemos é valorizar o trabalho dos agricultores”, frisou a autarca.
O projecto representa um investimento na ordem dos 2 milhões de euros e só poderá ser concretizado com o recurso a fundos comunitários. Por isso, após a elaboração do estudo de viabilidade económica e financeira e do projecto, será apresentada uma candidatura aos programas de financiamento do Ministério da Agricultura.
A empresa será instalada na freguesia da Torre, num terreno que será adquirido pela autarquia.
Depois de ultrapassada a fase burocrática, a iniciativa poderá começar a ser implementado no início do próximo ano.
No dia da apresentação do projecto agrícola, denominado “Produtos Regionais Flama”, no passado dia 20 de Março, decorreu, igualmente, uma mostra de produtos regionais. “Pretendemos mostrar que a Torre tem potencial ao nível da agricultura e dos produtos tradicionais”, concluiu Paula Lopes.