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Topónimos vigiados pela Serra de Nogueira

Ter, 20/03/2007 - 10:34


Rebordãos Revordanos e Revordaos nas Inquirições feitas pelos anos de 1258 e noutros documentos da alta idade das trevas. Em determinadas localidades dá-se o nome de rebordã a uma castanha produzida em castanheiros bravos, apelidados de rebordãos, de sabor fino, mais apreciada que a dos enxertos e de forma arredondada. Este topónimo deve pertencer ao campo lexical de Roboredo, cujo nome advém da forma latina robur, is. Rovoreda, Roverdas e Rovoreta aparecem noutros registos com o significado de matas, bosques. Rebordainhos e Rebordelo são diminutivos de Rebordãos. Em 1208, o monarca D. Sancho I concedeu Carta de Foral à vila de Rebordãos. No entanto, D. Dinis reformaria esse foral em 1285, passando o termo da povoação para a posse do seu filho bastardo, D. João Afonso. O Orago da terra é a Nossa Senhora da Assunção.

Zoio

Segundo a “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”, o vocábulo provém do germânico, devido à terminação do lexema em “-io”. Por seu turno, na “Corographia Portugueza”, de 1706, o Pe. Carvalho da Costa denominava a freguesia de Ozoyo. É um nome próprio, muito antigo, que aparece num documento de 1029, sob a forma de Osoilo. No “Chronicom de D. Pedro” refere-se uma igreja dedicada a Sancti Zoili, mandada edificar pelo Rei Bermudo II nos finais do século X.
O seu orago é S. Pedro

Gostei
Nas inquirições de 1258, ao tempo de D. Afonso III, surgem as arcaicas grafias Gostei e Goetey. Os etimologistas crêem que se tratará de evoluções da forma genitiva do nome pessoal germânico Gudesteus. Referem-se ainda as Villas de Catineira e Filmir, hoje lugares da freguesia sob as descrições de Castanheira e Formil. À Vila de Gostei terá sido concedida carta foral, em 1289, pelo monarca D. Dinis, o Lavrador.
Na documentação medieval, Gostei aparece, ainda, com as seguintes variações: Godesteo, Godesteiz, Gudesteo, Gudesteu, Gudesteici, Gudesteiz, Goesteo e Goesteiz.
O orago desta povoação é S. Cláudio.

Carrazedo

O nascimento desta freguesia remonta à ocupação romana. Uma vez que se encontra num local sobranceiro, é natural que se fixassem nesta terra por razões de defesa e segurança.
Vem de carrasco (quercus ilex), carrascosa, carrasquedo e em conjunto com o sufixo edo indica terra onde os carrascos abundam ou abundaram.
Grande expressão tomará, por outro lado e no que concerne às origens paroquiais de Carrazedo, o actual lugar de Alimonde. Ali se sedeou uma extinta paróquia de S. Mamede de Arimundi (“Sancti Mameti de Arimundi”) já documentada nas “inquirições de 1258, ao tempo de D. Afonso III. O actual topónimo Alimonde parece derivar assim da forma genitiva de um antropónimo “Arimundus”, de suposta origem germânica e raiz alti-medieval (ou da época suevo-visigótica ou já da reconquista cristã).
O orago de Carrazedo é Santa Cecília.

Nogueira

A freguesia, antes de aceder ao título de reitoria, foi simples curato anexo à casa conventual de Castro de Avelãs. Citada já pelas “Inquirições” do séc. XIII, sob as grafias Nugaria, Nogueyra e mesmo o actual Nogueira, o topónimo em questão não oferecerá grandes dúvidas quanto à correspondente etimologia, radicando com certeza numa circunstância de ordem fitológica, já que nesta zona existem muitas nogueiras (Juglans regia).
A aldeia tem como orago S. Pelágio.