Ter, 08/01/2008 - 10:25
“Embora os últimos anos estejam a ser muito complicados, principalmente para o sindicalismo, pois não temos hipótese de dialogar com o Governo, nós tentamos remar contra a maré e o balanço é positivo”, sublinhou o comissário regional de Bragança do SEPLEU, Carlos Silvestre.
Segundo o responsável, o executivo tem “denegrido a imagem dos professores, sem dar, sequer, oportunidade de diálogo”.
Com cerca de 900 membros, o SEPLEU tem perdido, nos últimos anos, alguns dos seus sócios. Esta situação, na óptica de Carlos Silvestre, deve-se “às decisões do Governo, que prejudicam os docentes, levando-os a não terem esperanças numa mudança para melhor”.
Contudo, o sindicalista acrescenta que, “se não existissem sindicatos, as coisas seriam bem piores, pois nós lutamos pelos direitos dos professores e ainda vamos conseguindo alguma coisa”.
Professores pretendem subsídio ou apoio para as deslocações profissionais
Até ao final do mandato, Carlos Silvestre sublinha que o SEPLEU vai “lutar para que o material de apoio que os professores têm que comprar seja deduzido no IRS, bem como por apoios às deslocações”. Segundo o responsável, os docentes têm que comprar cadernos ou equipamentos desportivos, no caso da disciplina de Educação Física, e não têm nenhuma comparticipação financeira para esse efeito.
Além dos apoios monetários, o sindicalista espera que a carreira docente passe a ser vista “com mais autoridade, consideração e respeito, pois nós contribuímos para a formação do País”, sublinhou Carlos Silvestre.
O comissário regional aponta, ainda, o dedo à burocracia exigida aos docentes. “O Governo quer controlar-nos ao pormenor e somos cada vez menos professores, pois temos que andar atrás de papéis”, acrescenta.


