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Seca aquece Assembleia Municipal

Ter, 18/12/2007 - 09:54


A escassez de água que afecta Bragança aqueceu a sessão de sexta-feira da Assembleia Municipal.

O presidente da Comissão Política Concelhia de Bragança do PS, Vítor Prada, apontou o dedo ao presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Jorge Nunes, considerando que “a água está a ser mal gerida”.
O dirigente diz não compreender como é que a água da barragem da Serra Serrada “com capacidade para sete ou oito meses já se tenha esgotado, desde Julho”. Por isso, Vítor Prada acredita que, nos meses de maior calor, a autarquia produziu energia hidroeléctrica a partir daquele sistema, o que originou a actual situação. Para avançar com certezas, o dirigente do PS pretende analisar os dados referentes à energia produzida pela central eléctrica de Montesinho. “Caso os níveis se mantenham estáveis durante o ano inteiro, significa que a Câmara produziu alguma energia durante os meses de Verão”, defende o responsável.
Apesar de ser a favor da construção da barragem de Veiguinhas, Vítor Prada acredita que Jorge Nunes “está a utilizar a água para pressionar o Governo, o que é inaceitável”.

Presidente da autarquia lamenta polémica e assegura que barragem de Veiguinhas é indispensável

Para o edil, Vítor Prada acendeu “uma polémica que não serve os cidadãos, que precisam de água para beber e não de política deste nível”.
O edil garante que, desde Julho, “foram gastos zero metros cúbicos de água na produção de energia”, à excepção de uma avaria que levou ao esvaziamento do canal. No entanto, “aproveitámos essa água para ser turbinada”, reforçou o autarca.
Segundo Jorge Nunes, a barragem da Serra Serrada tem uma capacidade de 1, 2 milhões de metros cúbicos e pode esvaziar-se em cerca de quatro meses, pelo que defende que a construção da albufeira de Veiguinhas, com 3,5 vezes mais capacidade, é indispensável para a população de Bragança. “A quantidade de água armazenada na Serra Serrada é limitada e não satisfaz as necessidades dos cidadãos. Se não fosse a bombagem dos rios Sabor e Baceiro para os depósitos já teríamos entrado num processo de ruptura”, revelou Jorge Nunes.