Ter, 29/04/2008 - 12:26
Numa primeira fase, um grupo médico forte apoiaria um Hospital Privado, com maternidade assegurada. Numa segunda fase, sem grupo médico forte e sem maternidade, perspectivaram-se novas parcerias, desta vez com empresas do ramo imobiliário. Um Hospital Privado, com valências de interesse público onde todos os utentes teriam um atendimento tendencialmente gratuito, dado o investimento público, transformar-se-ia aparentemente num Centro de Consultórios. Também necessários e possíveis sem investimento público.
As expectativas dos Mirandelenses estão a ser, como no passado, em matéria de saúde hospitalar, goradas. Lamento é que não se respeite o interesse público e se abandone definitivamente a qualificação real dos serviços de saúde hospitalar, sejam eles públicos, privados ou público-privados.
A responsabilidade da decisão não deve servir interesses políticos nem privados mas servir o interesse público assumindo que a Saúde deve ser para Todos. A decisão de apoio público deve ser protegido de mudanças estratégicas de rumo ao sabor dos investidores, do lucro e da inevitável adaptação de uma infra-estrutura a valências mais rentáveis. Assim, altera-se o princípio da complementaridade considerado como a chave para o sucesso de projectos na Saúde. Tudo dependerá do que for considerado um sucesso ou insucesso. Negócio, Saúde ou Negócio da Saúde?


