Ter, 06/03/2007 - 15:33
Com a edição do presente trabalho sobre a aldeia de Coelhoso (Bragança) assiste-se a uma espécie de regresso às origens, pois foi no ano 2000, aquando a entrada em funções da actual direcção, que foi elaborado o primeiro trabalho do género. Na altura, coube à então aldeia de Argozelo (Vimioso) inaugurar uma série de suplementos especiais que haveriam de “passar” por Santa Comba da Vilariça (Vila Flor); Rebordãos, Salsas, Babe, Izeda, Rabal, Espinhosela, Quintela de Lampaças e S. Pedro de Sarracenos (Bragança); Agrochão, Vila Boa, Moimenta e Rebordelo (Vinhais); Sendim e Palaçoulo (Miranda do Douro); Torre de D. Chama (Mirandela); Carção, Caçarelhos e Santulhão (Vimioso); Urrós (Mogadouro); Arcas (Macedo de Cavaleiros); Carrazedo de Montenegro (Valpaços) e Lousa (Torre de Moncorvo).
Em 2002, a criação da secção Nordeste Rural contribuiu, de algum modo, para tirar ritmo à edição destes cadernos especiais, mas nunca teve pretensões de os substituir. Daí a decisão de os retomar.
Ao longo de 2, 4 ou 8 páginas, os suplementos dedicados ao Mundo Rural pretendem ser uma voz das freguesias, seja ao nível da população ou dos autarcas que presidem às Juntas. Embora a abordagem se faça pela positiva, cadernos como o de Coelhoso são uma forma de veicular críticas construtivas e aspirações dos habitantes duma aldeia que já teve nas minas o seu motor de desenvolvimento. Hoje, o que resta do parque mineiro está em transformação e as opiniões dividem-se. Uns concordam com o aproveitamento que vai ser feito, outros têm pontos de vista diferentes. Desta divergência de opiniões surge o debate, sempre saudável em qualquer comunidade, seja urbana ou rural.
Em alternância com o caderno Nordeste Cultural, que também viaja pelas pequenas comunidades, ainda que ao nível dos topónimos e lexicografia, pretende-se elaborar suplementos rurais bimestrais, com a colaboração das Juntas de Freguesia e empresários locais, sempre dispostos a contribuir para projectar a terra que os viu nascer.


