Ter, 04/12/2007 - 10:29
“Temos que ter em conta que uma ecopista desgarrada de tudo que a rodeia não resulta. Assim, queremos criar uma rede que a ligue as áreas urbanas e que ao passar pela ecopista se visite o património envolvente que existe”, explicou Evelina Moura, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
A investigadora, que avaliou o arranjo paisagístico do canal ferroviário do Sabor e do respectivo património, defende que este tipo de projectos só resulta se “for desenvolvido no âmbito do turismo, chamando a atenção para estas regiões e as suas potencialidades”.
Invesfer pretende revitalizar património e canais ferroviários e promover as regiões envolventes
Após o estudo regional sobre o património das linhas em que já não há circulação, no sentido de utilizar todos os canais e edifícios ferroviários, a empresa espera atrair “iniciativas culturais e comerciais, de modo a promover um projecto que seja indutor da actividade económica da região”, explicou o presidente do conselho da administração da Invesfer, Alfredo Pereira.
Neste sentido, a REFER contratou a H2A, empresa de arquitectura e design, para estudar a viabilidade do plano da recuperação das linhas ferroviárias, apresentar e organizar um conjunto de projectos para candidatar a fundos comunitários. “Houve uma grande receptividade por parte dos municípios a este tipo de projectos e notámos, também, bastante interesse dos privados”, informou António Teixeira, membro da H2A.
Segundo Alfredo Pereira, a Invesfer tem conhecimento de investidores que pretendem construir restaurantes, hotéis ou lojas de artesanato nas linhas ferroviárias desactivadas. “Só precisamos estudar, candidatar e colocar os projectos em marcha”, acrescentou o responsável.


