Ter, 24/04/2007 - 09:54
O projecto, apresentado na passada quinta-feira, vai abranger os concelhos de Bragança e Vinhais e prevê, numa primeira fase, a instalação de seis aerogerados nas proximidades das localidades de Mofreita, Zeive e Soutelo. Nestas zonas a empresa já assinou contratos com as Comissões de Baldios, que, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Carragosa, Carlos do Vale, já estão a receber 2 500 euros por ano até à construção do parque, um valor que aumentará com a instalação das torres.
Vilarinho, Montesinho, Travanca, Guadramil, Rio de Onor e Pinheiro Novo são áreas que a Aitricity, uma empresa que já possui parques eólicos noutros países, desde os Estados Unidos à China, está a estudar para, a longo prazo, aumentar o número de aerogeradores na região.
Construir o maior parque eólico com uma unidade industrial feito em fileira no mosaico europeu é o propósito da empresa, que, através de um investimento global de 800 milhões de euros, pretende produzir energia e vendê-la directamente ao consumidor.
Este projecto, considerado pelo responsável da Enerbaça, parceira da Airtricity, Luís Barros, como a “segunda Autoeuropa” vai produzir entre 400 a 600 megawatts (MW) de energia eólica nos dois concelhos transmontanos.
Instituto Politécnico de Bragança vai cooperar com a Airtricity na instalação do parque eólico
A escolha da região para a instalação do mega-parque prendeu-se, segundo o executivo da Airtricity, Paul Dowling, com o potencial encontrado para a produção desta energia renovável. O projecto é apresentado pelos empresários como um forte contributo para o desenvolvimento das aldeias do PNM e, até, de toda a região, dado que poderão nascer cerca de 50 postos de trabalho directos.
“Há 30 anos que as aldeias do parque têm vindo a perder população, visto que não há evolução económica”, frisou o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes.
O edil realça, ainda, a importância do projecto para a região e lembra que do lado espanhol já foi feita a instalação maciça de torres, o que já interfere na paisagem do PNM.
Apesar dos empresários preverem a instalação do primeiro parque em 2009, este projecto depende de estudos de impacte ambiental, visto que se trata de uma área protegida.
Por isso, durante a apresentação do mega-parque foi realçado o contributo da produção desta energia para atingir a meta portuguesa de, até 2010, 45 por cento da energia consumida ser produzida através de fontes renováveis.
Durante a cerimónia foi, ainda, assinado um protocolo entre a Airtricity e o Instituto Politécnico de Bragança, que prevê a cooperação das duas entidades neste projecto, bem como a deslocação de estagiários de Bragança para obterem formação nas empresas Airtricity.


