Ter, 04/12/2007 - 12:20
Ou seja, se o Governo vai “portajar” os laços de auto-estrada que circundam as duas cidades, alegando que as variantes ao IP4 se mantém em serviço, então pode-se concluir que o percurso Vila Real-Quintanilha nunca mais será pago, dada a inexistência de alternativas. É que se Auto-Estrada Transmontana vai absorver 82% do traçado do IP4, que soluções restam para quem não quiser circular por esta nova via de acesso? A EN 15 não será uma delas, certamente…
Mas, se a decisão de colocar portagens no perímetro urbano for encarada como uma forma de habituar os automobilistas à ideia de pagarem, mais cedo ou mais tarde, então há que recordar as palavras do primeiro-ministro em Abril de 2006, quando apresentou a auto-estrada pela primeira vez. “Não é uma coisa eterna. Todos os anos avaliaremos os indicadores económicos para decidir se a ausência de portagem se mantém ou não”, afirmou José Sócrates. Ora, no caso dos escasso quilómetros à volta de Bragança e Vila Real nem foi preciso esperar pela tal avaliação. Sabe-se já que quem quiser seguir pela auto-estrada terá de desembolsar alguns cêntimos e quem não quiser lá terá que perder tempo em nós de entrada e saída no IP4.
Mas, se a introdução de portagens serve para tentar “convencer” os partidos da oposição de que o Governo não cria auto-estradas em regime SCUT só por criar, então o tiro não podia acertado mais ao lado. O máximo que o Governo conseguiu foi criar uma confusão… e das grandes.


