class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-167796 node-type-noticia">

            

Ponte aproxima Vale de Maior e Mosteiró

Ter, 15/01/2008 - 11:29


Com a construção da Ponte do Moleiro, o rio Tuela deixou de ser um obstáculo para os habitantes de Vale de Maior (freguesia de Vale de Gouvinhas) e de Mosteiró (freguesia de Torre D. Chama), no concelho de Mirandela. Separados pelo rio Tuela durante várias décadas, as pessoas das duas margens concretizaram o sonho de poder atravessar o curso de água a pé ou em qualquer meio de transporte terrestre.

“A proximidade entre as duas localidades levou a que houvesse casamentos entre pessoas das duas margens. Por isso, muitos vivem numa margem e têm terrenos na outra e antes para poderem aceder às propriedades tinham que percorrer cerca de 25 quilómetros”, afirma o presidente da Junta de Freguesia de Vale de Gouvinhas, Rui Sá.
Esta obra teve início com a construção de uma estrada naquela freguesia. “Fizemos uma candidatura ao programa Agris no valor de cerca de 156 mil euros. Depois conseguimos adjudicar a empreitada por um valor mais baixo e sobraram-nos 60 mil euros, pelo que propusemos a construção da ponte”, sublinha o autarca.
Após ter obtido luz verde por parte do Agris, Rui Sá pediu apoio à Câmara Municipal de Mirandela para poder concretizar a obra. “A ponte custou 120 mil euros e foi comparticipada em 50 por cento pela Câmara”, acrescentou.

Após a construção da ponte, a autarquia quer uma praia fluvial para atrair visitantes à freguesia

Trata-se de uma obra muito importante para a freguesia e, até, para o concelho, visto que a ponte, com cerca de 50 metros, liga a EN 315 à EN 206-1, que antes só tinham ligação pela Torre D. Chama ou por Mirandela.
“A construção da ponte representa o culminar de um projecto ao nível das acessibilidades, que pretendemos completar com a construção de uma praia fluvial, para embelezar aquela zona natural”, salientou Rui Sá.
Mesmo com a ponte, os Invernos chuvosos poderão dificultar a vida a quem tem necessidade de passar para a outra margem do Tuela, visto que a infra-estrutura poderá ficar submersa com a fúria das águas. “Poderá ficar intransitável dois ou três dias mas, para aumentarmos a quota, o investimento teria que ser muito mais elevado e assim já conseguimos satisfazer as necessidades da população”, justifica o autarca.
Longe vão os tempos em que as pessoas utilizavam as barcas (de formato rectangular) para conseguirem transportar os produtos agrícolas, mas as peripécias durante a travessia do rio ainda estão gravadas na memória das pessoas mais antigas.
No futuro, Rui Sá gostaria de ver recuperados os moinhos do concelho e a implementação de uma Rota do Moleiro para atrair turistas à região.