Ter, 05/06/2007 - 09:57
A Comissão Política Concelhia do PSD condena as intenções do Governo e promete promover um debate público com o objectivo de levar à manifestação e envolvimento da população. “Apelamos a todos, bem como às forças políticas, que defendam os interesses da região”, sublinhou o presidente da estrutura local laranja, Paulo Xavier, em conferência de imprensa.
Para o responsável, o Nordeste Transmontano necessita dos serviços públicos para conseguir oferecer emprego aos seus jovens, uma vez que o “investimento não se fixa no Interior”.
Na óptica do autarca, o PRACE deveria ser encarado como uma forma descentralização e não o contrário. “Esta política é inadmissível, porque tem em conta os números e não as pessoas”, lamenta o responsável.
Com o objectivo de levar este tema à Assembleia Municipal de Bragança, o PSD propõe a sua discussão na sessão ordinária de Junho.
Partido Comunista aponta dedo à “obsessiva e doentia litoralização liberal”
Também a direcção regional de Bragança do PCP se manifesta contra as reformas propostas pelo executivo de José Sócrates.
Na óptica dos dirigentes comunistas, o PRACE e o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) conduzem à “obsessiva e doentia litoralização, liberal e capitalista do País”, resultando na “sangria da população activa, para as cidades do litoral e estrangeiro”.
Em comunicado de imprensa, o PCP recorda que o distrito de Bragança perdeu, nos últimos 40 anos, cerca de 30 por cento da sua população. Esta redução deve-se à saída de habitantes em busca de melhores condições de vida.
Para os comunistas, o Governo tem vindo, assim, a agravar a situação do Interior do País, através da implementação do PRACE, que vai contribuir, aos olhos do PCP, para o encerramento de diversos serviços. O incumprimento do Plano de Acessibilidades e Mobilidade para Trás-os-Montes e Alto Douro, anunciado há mais de um ano, é outro dos assuntos que merece críticas deste partido.



