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Pessoas que venham trabalhar para o interior terão apoio de 4800 euros

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Ter, 04/02/2020 - 11:48


António Costa esteve em Bragança, ontem, onde apresentou dois programas que visam a valorização do interior, através de apoios a empresas e trabalhadores.

Os primeiros 100 dias do XXII Governo foram celebrados, em Bragança, com o anúncio de dois programas para a valorização do interior. O primeiro-ministro, António Costa, esteve no Brigantia Ecopark onde, acompanhado pela ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, e a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Godinho, apresentou o Programa +CO3SO e o Programa “Trabalhar no Interior”, que vão ser lançados ainda este mês. “Se nós não atrairmos empresas que se fixem neste território, não criaremos mais postos de trabalho, que remunerem melhor, dificilmente fixamos os recursos humanos que temos no interior e dificilmente atraímos novos recursos humanos”, frisou António Costa, referindo que é necessário fixar os alunos que estão a estudar no Instituto Politécnico de Bragança e valorizar os produtos endógenos. “A coesão é uma batalha que temos que travar internamente, porque a coesão territorial interna é indispensável para uma maior competitividade externa”. O novo programa +CO3SO é dedicado às empresas e tem como objectivo o desenvolvimento social e económico dos territórios, através da promoção de emprego qualificado e inovação. Este programa é financiado pelos Programas Operacionais Regionais do Fundo Social Europeu, em 426milhões de euros para todo o país, dos quais 312 milhões serão para o interior e pode promover a criação de mais de 2300 postos de trabalho no interior. “Esta medida apoia a contratação de pessoas e os custos associados à criação de trabalho”, explicou a ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, acrescentando que, por mês, o apoio pode atingir os 1900 euros, por pessoa, o que já inclui o salário, as obrigações contributivas da empresa e mais um “adicional de 40%” para melhorar as condições de trabalho. A ministra referiu ainda que o apoio dado a pessoas com deficiência, refugiados, vítimas de violência doméstica, entre outras, é superior. Por outro lado, é também tida em conta a atracção de pessoas para a região e, por isso, foi criado o Programa “Trabalhar no Interior”. Será dado um apoio de 4800 euros, para incentivar a mobilidade geográfica de trabalhadores para os territórios do interior. “Este programa visa essencialmente as pessoas que se queiram mudar para o interior para trabalhar, mas também abrangerá estudantes”, esclareceu Ana Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que avançou que vão ser “adaptadas as regras da formação”, visto que, por vezes, a abertura de cursos está dependente do número de alunos. Haverá ainda uma majoração de todos os “instrumentos” de apoio ao emprego no IEFP. Durante a manhã, o primeiro-ministro, a ministra da Coesão, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o secretário de Estado Adjunto e Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel, e a secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, visitaram empresas e laboratórios colaborativos sediados no Brigantia Ecopark e estiveram reunidos na secretaria de Estado da Valorização do Interior, também situada no edifício. No dia 27 de Fevereiro realiza-se em Bragança o I Conselho de Ministros Descentralizado e será dedicado a todas as temáticas relacionadas com o desenvolvimento do território e valorização do interior. Vai ser ainda aprovada a “estratégia nacional de coesão territorial” e a revisão do “programa nacional de valorização do interior”. António Costa adiantou ainda que vai ser tido em conta o trabalho desenvolvido com Espanha, para que, na próxima cimeira, possa ser aprovada uma “estratégia conjunta” de desenvolvimento das regiões transfronteiriças.

Jornalista: 
Ângela Pais