Ter, 08/01/2008 - 10:44
Promovida pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), a exposição fotográfica reúne cerca de 60 registos de vários autores, desde a década de 70.
“Através desta iniciativa pretendemos mostrar o que é, realmente, a Linha do Tua e sensibilizar as pessoas para a sua importância”, explicou André Pires, membro do MCLT.
Segundo o responsável, este canal ferroviário deveria ser aproveitado e modernizado, de modo a poder ser utilizado pelas populações de Trás-os-Montes e Alto Douro, bem como por turistas. “Com um valor único, pode ser explorada a vários níveis, pois os passageiros podem conhecer passagens de beleza ímpar”, acrescenta. Na óptica de André Pires, este troço ferroviário poderia ser rentável, uma vez que era o único meio de transporte de muitos habitantes do Nordeste Transmontano. “Em 1992, a Linha servia cerca de 230 mil pessoas, das quais cerca de 70 por cento eram da região, pelo que poderia continuar a ter utilidade, apesar de ser uma via estreita”, salientou o responsável.
No que toca à possível construção da barragem da Foz Tua, o membro do MCLT critica o projecto, uma vez que vai afectar a Linha na sua totalidade. “Ainda que só mexa em alguns quilómetros, temos que ver o caminho-de-ferro como um património no seu todo e, ao defendermos essa riqueza, estamos, também, a defender Trás-os-Montes”, referiu André Pires.


