Ter, 19/02/2008 - 11:58
Numa altura em que o futuro da Região de Turismo do Nordeste Transmontano (RTNT) parece incerto, o NERBA dá o exemplo e toma a dianteira na tarefa de piscar o olho ao Litoral Norte de Portugal.
De facto, já era altura de pôr em prática a máxima “Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé”, sem continuar à espera das iniciativas organizadas pelas entidades de carácter público que, por sinal, têm como finalidade promover a região turisticamente. Por isso, nesta matéria é inevitável dizer que o caminho apontado pelo NERBA deveria ser seguido pela RTNT, que deu sentença de morte ao pouco que estava a ser feito em termos de promoção gastronómica. Foram-se os Fins-de-Semana Gastronómicos iniciados no mandato de António Afonso, sem que o seu sucessor, Júlio Meirinhos, apresentasse qualquer alternativa à altura.
Mas, vamos ao lado positivo, porque o que importa é o que se faz e não quem o faz.
Só o número de transmontanos que residem no Grande Porto é suficiente para garantir o sucesso do Festival. Dúvidas? Então repare-se no impacto da Feira do Fumeiro que a Casa de Vinhais organiza em Oeiras, ano após ano.
A par deste “mercado da saudade”, a aposta, de facto, é espalhar os paladares que só esta região consegue oferecer, despertando o desejo de vir a Trás-os-Montes para voltar a provar o inconfundível fumeiro ou a posta à mirandesa. É o que se quer.


