Ter, 06/03/2007 - 11:09
Já em Julho de 1992 se falava na imprensa, da criação de uma Ordem dos Professores. Em 1996 é entregue na Assembleia da República um pequeno texto contendo uma proposta de Estatutos. Em 2004, foi apresentada uma petição com alguns milhares de assinaturas. Finalmente, em 2 de Dezembro do ano de 2005, foi debatida, na Assembleia da República, a petição do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados e outros para a formação da Ordem sem resultados práticos.
No entanto, passados tantos anos a Ordem não existe e os professores nunca estiveram tão abandonados e maltratados.
Sei que a criação de uma Ordem dos Professores não será a solução para todos os males. Poderá, isso sim, criar uma maior união entre a classe, já que a organização é outra.
Não se percebe muito bem a proliferação de tantos sindicatos que ao invés de unirem, desunem. Não tenho nada contra estas instituições que tão importantes têm sido para tantos profissionais, mas para os professores, assim como para os médicos, os engenheiros, os advogados, a ordem é a melhor solução.
Não importa se uma pessoa é docente do 1º Ciclo e o outro do ensino superior. São todos professores e todos são importantes na sua actividade. As escolas não existem sem alunos e professores. Os professores acompanham-nos durante largos anos das nossas vidas, quer gostemos quer não. Não se pode ser médico, advogado ou engenheiro sem passar pela escola, da mais elementar e primeira até às respectivas faculdades.
Neste momento estão a ser bombardeados com medidas tão discriminatórias quanto injustas.
Os valores que é necessário incutir às crianças e jovens, devem ser trabalhados nas escolas mas não só. Muitos deles devem ser trabalhados em família, pois os pais não podem abdicar da educação dos filhos. Este é um processo que não pode nem deve ser negligenciado.
Os professores têm de poder sentir que os pais os apoiam e que o país os respeita. Esta não é uma profissão fácil.
Por todas as razões e mais alguma, é necessário pensar e agir no sentido de criar uma Ordem dos Professores, que para além de os defender, também lhes exija qualidade, empenho e profissionalismo.
Marcolino Cepeda


