Ter, 20/03/2007 - 10:26
Todos os percursos são monitorizados por profissionais de saúde e estagiários da Escola Superior de Saúde de Bragança (ESSB) que acompanham e controlam a capacidade física e evolução de cada participante. “Se alguém não está a ter os resultados desejados ou se estiver com algum problema é observado por um profissional”, realça Carlos Cadavez.
Além dos benefícios ao nível da saúde, o responsável realça o bem-estar geral dos participantes. “Fazem-se amizades, é uma forma de convívio e a única coisa que se gasta são as solas das sapatilhas”, sublinhou o presidente da CDFPC.
Assim, os interessados devem escolher o percurso que vai de encontro à sua disponibilidade ou criar um novo. Para isso, basta que sejam duas pessoas e que informem a CDFPC.
A decorrer desde 14 de Fevereiro passado, a iniciativa já integra, pelo menos, seis circuitos, mas o responsável espera que, brevemente, cada aldeia tenha o seu percurso. “Apelei aos presidentes das Juntas de Freguesia para que incentivem as suas populações a participarem ou avançarem com uma nova trajectória”, referiu Carlos Cadavez.
Esta acção integra-se num conjunto de actividades propostas pela CDFPC, que conta com o apoio de diversas entidades, como a ESSB e a Sub-Região de Saúde de Bragança, entre outras.
Com o objectivo de promover a iniciativa junto de funcionários e profissionais, o presidente da CDFPC lançou, nos últimos dias, um repto a diversas instituições de Bragança, como escolas, Governo Civil e Centro Distrital da Segurança Social, entre outras.
Comissão Distrital da Fundação de Cardiologia pretende avançar com centro de reabilitação
As conclusões das avaliações efectuadas durante os percursos serão apresentadas num congresso nacional, que Carlos Cadavez pretende trazer para Bragança já no próximo ano. “Por isso é que pedimos que as pessoas se comprometam a caminhar todos os dias, para que possam integrar um estudo científico”, sublinhou o responsável.
O presidente da CDFPC revela, ainda, que tem como objectivo criar um centro de reabilitação para doentes coronários na capital de distrito. “Queremos instalar um espaço onde as pessoas possam fazer a sua reabilitação com o acompanhamento de profissionais”, realçou Carlos Cadavez.
Este projecto visa, segundo o responsável, evitar que muitos dos doentes coronários voltem a cometer os mesmos excessos ou deixem de seguir os conselhos médicos. “Existe uma parte das pessoas que sobrevive a este problema, mas não aguenta mais do que cinco anos, porque deixam a medicação ou não seguem um plano de reabilitação”, lamenta o presidente da CDFPC.
Recorde-se que em Trás-os-Montes, devido ao consumo de fumeiro e sedentarismo, as doenças coronárias tendem a aumentar. “As pessoas não estão atentas a este problema que á a principal causa de morte em Portugal”, lamenta o Carlos Cadavez.


