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Olival de regadio para aumentar produção

Ter, 22/04/2008 - 10:45


aposta no olival de regadio é a única forma de Trás-os-Montes conseguir aumentar a produção de azeite. O desafio foi lançado, na passada quinta-feira, pelo secretário de Estado Adjunto da Agricultura e Pescas, Luís Vieira, na cerimónia de abertura da I Mostra de Azeite, que decorreu em Valpaços.

Segundo dados avançados pelo governante, nos últimos seis anos plantaram-se nesta região cerca de 7500 novos hectares de olival, mas só 10 por cento é que tem implementado o sistema de regadio. “Um olival regado multiplica três ou quatro vezes a produtividade”, sustenta Luís Vieira.
O Alentejo e Trás-os-Montes são as duas regiões do País onde se produz mais azeite, mas as técnicas utilizadas são bem diferentes, pelo que os produtores alentejanos conseguem rentabilizar mais os olivais. O governante realça que, no Alentejo, 90 por cento das oliveiras são regadas, ao passo que em Trás- os –Montes predomina o olival tradicional e, apenas, 7 a 10 por cento das árvores levam água. “Enquanto o rendimento de um olival tradicional é de 1500 quilos por hectare, com o sistema de regadio é possível colher entre 5 a 6 toneladas”, realçou Luís Vieira.
Por isso, o governante deixou o desafio aos produtores para apostarem em novas plantações com sistema de regadio, aproveitando os apoios a fundo perdido que vão ser disponibilizados pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
A comercialização é outro dos sectores que precisa de ser explorado, visto que a maioria do azeite é exportado a granel. “Das 12 mil toneladas que se produzem anualmente em Trás-os-Montes, apenas 35 por cento são exportadas. No entanto, 80 por cento do azeite é exportado a granel”, constata Luís Vieira.

AOTAD cria Identificação Geográfica Protegida para abranger um maior número de produtores

Por isso, é preciso criar mecanismos para que o valor acrescentado fique na região. “Embalar o produto é a única forma de trazer mais rendimento para os agricultores”, acrescenta o governante.
No caso da Cooperativa de Valpaços, a maior parte da produção já é embalada e comercializada para o Brasil, França, Luxemburgo e, mais recentemente, no mercado americano. “Temos capacidade para transformar 300 mil quilos de azeitona por dia”, frisou o presidente da Cooperativa, Paulo Ribeiro.
No entanto, Luís Vieira lembra que é preciso criar uma nova dinâmica para o sector da comercialização, para o qual também serão disponibilizados fundos comunitários.
Para alargar a área de Denominação de Origem Protegida (DOP) e abranger um maior número de produtores, o presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), António Branco, afirma que a associação vai trabalhar na criação da denominação Identificação Geográfica Protegida (IGP), para que a DOP seja substituído pela IGT já na Mostra do próximo ano.