Ter, 12/02/2008 - 10:22
Importa salientar, ainda, que os andaimes estão alugados a uma empresa de construção civil desde Janeiro de 2003.
Outra das preocupações demonstradas tem a ver com o facto de um retábulo composto por 16 painéis, atribuído à escola de Grão Vasco e datado da primeira metade do século XVI, que foi retirado do altar-mor para ser protegido da degradação. Esta relíquia encontra-se encaixotada, o que impossibilita os turistas de o admirarem.
Autarquia lamenta que o templo esteja encerrado em mais uma época das amendoeiras
“A situação é inadmissível. As obras já se arrastam há seis anos e para já não têm fim à vista. São importantes, mas não percebemos porque se arrastarem há tanto tempo. Os devotos ficam atónitos, já que os andaimes causam impacto visual e os turistas ficam privados de visitar um tempo que é uma miniatura do mosteiro do Gerónimos”, realça o vice-presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Pedro Mora.
As obras não podem demorar tanto tempo, já que se trata de um monumento nacional, que faz parte das rotas turísticas do Douro Superior, uma região muito procurada na época das “Amendoeiras em Flor”.
“Este património histórico é importante do ponto de vista cultural, já que se trata de um monumento único em toda a região Norte. Durante todos estes anos em que o processo se arrasta privou milhares de turistas de o visitarem”, sublinhou Pedro Mora.
O Jornal NORDESTE tentou obter uma resposta do DCN, mas até ao fecho desta edição tal não foi possível.


