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Obra polémica na Castanheira

Ter, 06/03/2007 - 10:24


O PS acusa a Câmara Municipal Mogadouro (CMM) de “actuação ilícita” nas obras de recuperação da igreja paroquial de Castanheira. O palco das denúncias foi a Assembleia Municipal de Mogadouro (AMM), onde o líder da bancada socialista, Aníbal Moreno, afirmou que “a ilegalidade existe, já que o alvará do empreiteiro que está a executar a obra está caducado desde Janeiro do ano passado”.

Ao que foi possível apurar, o projecto de requalificação do templo foi elaborado pela autarquia de Mogadouro, que candidatou a empreitada ao programa de Trabalhos de Natureza Simples. As obras, orçadas em cerca de 65 mil euros, são co-financiadas pela CMM e pela Administração Central.
Aníbal Moreno garante que alertou, atempadamente, o município de Mogadouro para a caducidade do alvará, atendendo às competências da autarquia para licenciar e autorizar a obra. No entanto, o socialista garante que ninguém lhe deu ouvidos.

Câmara de Mogadouro diz que a responsabilidade das obras é da Comissão Fabriqueira da Igreja Paroquial da Castanheira

Em resposta, a CMM garante que não teve conhecimento de qualquer concurso para as obras de recuperação da igreja paroquial de Castanheira, acrescentando que a Comissão Fabriqueira convida, como é usual, os construtores civis.
“A ilegalidade referida na Assembleia Municipal é responsabilidade do dono da obra, neste caso a Comissão Fabriqueira da Igreja Paroquial da Castanheira e do empreiteiro que actualmente executa as obras”, salientou o presidente da CMM, Moraes Machado.
O edil acrescenta, ainda, que “Aníbal Moreno tinha conhecimento da situação há muito tempo, fosse como munícipe, membro da assembleia e líder parlamentar, pelo que deveria ter feito a denúncia junto do Instituto dos Mercados de Obras Publicas e Particulares e do Imobiliário e não transformar isto num caso político deplorável”.
Até ao fecho desta edição, o Jornal NORDESTE não conseguiu chegar à fala com nenhum membro da Comissão Fabriqueira da Igreja Paroquial da Castanheira.