Ter, 17/04/2007 - 12:12
Recorde-se que o encerramento dos SAP chegou a estar agendado para o dia 27 de Abril (aliás, como acontecerá em algumas unidades doutras zonas do País), pelo que a assinatura dos protocolos pode ser considerada uma vitória do bom senso.
Nesta altura importa realçar o prazo que foi dado para implementar as alternativas. Ou seja, enquanto a Urgência Básica de Mogadouro, os meios aéreos e as ambulâncias de emergência pré-hospitalar não estiverem operacionais, os SAP continuarão a ter enfermeiro 24 horas por dia e médico de prevenção durante a noite.
Embora não haja grandes razões para aplaudir a morte anunciada de serviços de saúde de proximidade, a verdade é que a fraca rede de acessibilidades e a situação geográfica de alguns concelhos levou Correia de Campos a refazer as contas.
Depois, há a questão da taxa de utilização dos SAP e do seu grau de eficácia, que não jogam a favor deste serviço. É que na maioria dos casos, o médico de serviço limita-se a passar uma “guia de marcha” para um dos três hospitais distritais, dada a falta de meios humanos e técnicos para prestar cuidados localmente.
É neste cenário que a criação duma Urgência Básica em Mogadouro tem, obrigatoriamente, de ser realçada. O Planalto Mirandês e o Douro Superior estão em vias de assistir à instalação de um serviço que significa a concretização de um sonho antigo. Lute-se por reunir as condições necessárias à implementação desta valência, em vez de se gastarem energias a olhar para trás e em lutas políticas que não levam, nem nunca levaram, a lado nenhum.


