Ter, 03/04/2007 - 10:29
Não há memória de um Distrital tão disputado em que Mãe D’ Água e Morais batalharam até ao limite para ascenderem ao Nacional. É bem verdade que foi uma luta a dois, relegando os restantes adversários para simples jogos de calendário. Contudo, foi um duelo de guerra aberta, apaixonando todo o Nordeste Transmontano.
No que concerne ao jogo do título, os visitantes entraram determinados e com o pragmatismo habitual, estonteando o futebol mastigado de quem precisava obrigatoriamente de vencer (Mãe D’ Água). Por isso, foi com alguma naturalidade que Marcos e um bis de Paulinho vituperaram os foguetes antecipados da casa. Desta forma, o Morais aplicou 3 machadadas na triste alma dos bragançanos.
Mãe D’ Água ainda conseguiu chegar à igualdade, mas o empate garantia, na mesma, o título à equipa do concelho macedense
O Mãe D’ Água tentou reagir, substituindo o azarado Alves pelo regressado Jorginho. A opção surtiu efeito e Migalhão (de grande penalidade) e Bruno Carones (de cabeça) reduziram para 2-3 antes do descanso. O muito público manteve-se expectante durante o intervalo, pois o futebol geométrico da equipa de Tomané também demonstrou vulnerabilidades no sector defensivo.
Depois de uns 45’ recheados de magia e emoção, esperava-se que a etapa complementar nada devesse à sua metade. No entanto, o jogo perdeu qualidade. O Morais adormeceu o encontro e o Mãe D’ Água via o tempo passar com um jogo subsidiado pelo coração e muita falta de criatividade no meio-campo, para além de velocidade nas alas. O cenário devolvia alguma confiança aos passes repentinos de Marcos e Reis para Maravilha e Paulinho, que surgiam junto à linha. Carones e Careca tiveram de suar e Armando ainda sujou as mãos. Quando as centenas de adeptos do Morais já faziam a festa, eis que estoura mais um “morteiro”, empatando a partida a 3 bolas. Até final foram 5’ de histerismo no estádio, com uma partida ao rubro, depois do marasmo de 40’. O conjunto de Marcelo e Genésio apertou e encostou o Morais às cordas, mas Tomané deu uma lição da arte de bem defender.
Assim sendo, o empate catapultou o Morais para a III Divisão Nacional e generalizou a melancolia no seio bragançano.
Estádio Municipal Bragança
Árbitro – Octávio Pereira (A.F. Bragança)
Assistente (bancada) – Carlos Meco
Assistente (peão) – Sá Vaz
Mãe D’ Água – Armando; Alves (Jorginho 26’), Careca (cap.) (Sérgio 87’), Bruno Carones, Migalhão, Amândio, Chibanga, Márcio, Zé Carones (Surrateiro 55’) e Silva.
Treinador – João Genésio e Marcelo Alves
Amarelos – Alves 19’, Amândio 60’ e Sérgio 90+4’.
Morais – Mário; John, Hugo (cap.) (Tomané 63’), Fana, Reis, Marcos, Paulinho (Radar 81’), Miro (Dany 70’), Kilas, Maravilhas e João.
Treinador – Tomané
Amarelos – Digo 44’ e Maravilhas 80’.
Ao intervalo – 2-3
Marcadores – 0-1, Marcos 2’; 0-2, Paulinho 3’: 0-3, Paulinho 24’; 1-3, Migalhão 36’; 2-3, Bruno Carones 45+1’ e 3-3, Márcio 85’.


