Ter, 11/12/2007 - 11:03
Esta decisão, acrescenta Mota Andrade, será tomada “contra a opinião dos radicalistas do ambiente, que só conhecem a palavra restringir, muitas vezes sem conhecerem a realidade no terreno”.
Em matéria de energia eólica, o PS defende uma solução capaz de conciliar os aerogeradores com a conservação na natureza. “Não é, obviamente, plantar toda a serra de Montesinho de aerogeradores, mas um modelo que aproveite minimamente os nossos recursos”, salienta o deputado.
“Os radicalistas do ambiente só conhecem a palavra restringir, muitas vezes sem conhecerem a realidade no terreno”
Mota Andrade recorda que o Portugal é altamente dependente em termos energéticos e
tem necessidade de produzir energias limpas, como é o caso da solar, hídrica e eólica. “Seria absurdo continuar a ver os aerogeradores espanhóis a partir da cidade de Bragança e de imensas zonas do PNM, e do nosso lado não existirem. Isso é de um fundamentalismo bacoco”, dispara o dirigente .
Mota Andrade defende, igualmente, a barragem das Veiguinhas, alegando que se trata duma infra-estrutura fundamental para garantir o abastecimento de água à capital de distrito. “Tenho para mim que a Natureza também se adapta ao homem, aliás como aconteceu na albufeira do Azibo. Os fundamentalistas do Ambiente é que não querem ver isto”, lamenta o parlamentar rosa.
“Desaparece uma linha de caminho de ferro, mas o comboio teve a sua época e o seu tempo”
Numa altura em que se discute o futuro da ferrovia no Nordeste Transmontano, Mota Andrade defende a construção da barragem da Foz do Tua à cota máxima, mesmo que isso sacrifique o comboio. “Esta é a minha posição e isto que fique bem claro: acho que a barragem deve ir para a cota máxima para ser rentável e produzir o máximo de energia possível”, sustenta o responsável.
O deputado recorda que “a ferrovia foi uma conquista fabulosa para Bragança há 100 anos”, mas “hoje o que é importante são as estradas para reforçar a mobilidade das pessoas e essas estão em marcha”.
Aliás, Mota Andrade não esconde que o caminho-de-ferro pode ter os dias contados no distrito de Bragança, caso a barragem comece a produzir a 100 por cento.
“Desaparece uma linha de caminho de ferro, mas o comboio teve a sua época e o seu tempo. Em regiões com pouca gente e uma grande extensão de território a ferrovia não é viável, pois não há passageiros nem mercadorias capazes de rentabilizar o investimento”, considera o deputado.
Para o responsável, há que pesar bem os dois pratos da balança. “Se quisermos manter a ferrovia, então não há barragem, pois esta tem que ser feita na Foz do Tua e não pode ser feita 10 km abaixo, nem 10 km acima”, alega.


