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Mogadouro perde Central de Biomassa

Ter, 15/05/2007 - 09:59


O concelho de Mogadouro poderá perder a anunciada Central de Biomassa, por motivos relacionados com falta de viabilidade económica do projecto.

O concurso público lançado, em 2006, pelo Ministério da Economia (ME), ficou deserto, uma vez que a futura central só poderia produzir energia até 2MW.
Segundo a coordenadora da Agenda 21 Local Nordeste, Helena Ferreira, o projecto falhou porque não houve investidores interessados, já que a viabilidade económica, tendo em conta a potência instalada, não era um projecto apetecível.
Apesar da central estar programada para um local servido pela Rede Eléctrica Nacional, a distância aos principais pontos de matéria-prima, tais como as serras de Bornes, Nogueira ou Montesinho, representavam perdas de rentabilidade e gastos no transporte. “A distância da biomassa à central nunca deve ser superior a 30 quilómetros, o que não era o caso”, explicou Helena Ferreira.
Para alguns potenciais investidores, o facto da escolha ter recaído sobre Mogadouro foi uma má aposta por parte do Governo. “Nessa região, a construção de uma central de biomassa com a potência de 2 MW é tão dispendiosa como uma com 11 MW, noutro local, pelo que se deveria ter apostado noutra localização”, argumentam.

Centrais previstas para Alijó, Valpaços e Vidago contaram com a adesão dos investidores

Helena Ferreira alinha pela mesma bitola. “Os investidores sabem o que andam a fazer e não vão concorrer a projectos mal formatados”, assegura.
No entanto, a técnica propõe que seja ponderada a deslocalização das centrais de biomassa com a possível instalação de pequenos projectos de produção para alimentação de loteamentos com cerca de 20 moradias ou pequenas áreas industriais.
No Nordeste Trasmontano, “o gasóleo, que é bastante utilizado e representa elevados custos, poderia ser substituído por um recurso já existente na região, capaz de criar riqueza”, adiantou a responsável.
Recorde-se que Mogadouro era, até à data, o único concelho do distrito de Bragança que fazia parte dos planos do ME em matéria de aproveitamento dos resíduos florestais.
Já os três projectos disponíveis para o distrito de Vila Real, situados em Alijó, Valpaços e Vidago, contaram com a adesão dos investidores, pois as potências instaladas podem ir até aos 11 MW e a matéria prima encontra-se num raio de 30 quilómetros.