Ter, 15/01/2008 - 10:34
Orçado em cerca seis milhões de euros, este projecto resulta duma parceria entre os municípios de Vimioso e de Mogadouro e a Hidroerg, empresa privada ligada ao sector das energias renováveis.
Segundo o autarca local José Rodrigues, existem três rios no concelho do Vimioso, dos quais se “aproveita”, apenas, a água para abastecimento público, pelo que se “deveria apostar em fontes de receita, como a construção da barragem”.
“Na parte final do projecto, o IGESPAR deu parecer negativo, o que leva ao atraso da obra, trazendo prejuízos para os investidores”, sublinhou o edil.
Em termos de retorno financeiro, os investidores garantem que o empreendimento estará pago no prazo máximo de cinco anos, a partir da sua entrada em funcionamento.
Confrontado com este “desentendimento”, o IGESPAR já garantiu que o paredão da mini – hídrica, apenas, vai recuar 90 metros da posição inicialmente prevista, de forma a não ser visível do local onde está instalada uma ponte datada do século XVII, que se encontra em vias de classificação.
“O atraso verificado no projecto é apenas de cinco meses, tempo que pode ser recuperado durante a construção da barragem”, avançou fonte do mesmo organismo.
No entanto, o Jornal NORDESTE sabe que o IGESPAR não foi a única entidade a dar parecer negativo ao projecto da barragem.
Assim, os promotores do empreendimento hidroeléctrico terão que esperar que a empreitada arranque no início do segundo semestre do 2008.


